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Líder do governo no Congresso diz acreditar que eleições serão adiadas

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Para o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), tema poderá ser tratado em nova reforma política O líder do governo do Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), afirmou nesta terça-feira, em conversa com analistas da XP Investimentos, que acredita no adiamento das eleições municipais deste ano em função da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

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O senador avalia que o assunto poderá ser tratado em uma proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre uma nova reforma política.

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“Temos uma chance de adiamento ou de prorrogação, com coincidência de eleições [municipais, estaduais e nacionais], que pode abrigar uma reforma política mais contundente, tão desejada no país”, afirmou.

Agência Câmara

“A gente começa a pensar. Em 48 horas, mudou a opinião do Comitê Olímpico com relação às Olímpiadas, disse Gomes, referindo-se ao adiamento dos Jogos Olímpicos para 2021, anunciado nesta terça-feira.

“Municípios não têm a mínima condição de organizar as eleições”, continuo o emedebista. Na avaliação dele, “o Congresso, no momento adequado, vai reagir com a PEC”, “com eleição única de quatro em quatro anos, de cinco em cinco anos”.

“Sobrevivência econômica”

Gomes também afirmou que os parlamentares têm conversado com a equipe econômica “já na adaptação do que se pode dizer de um ambiente de reformas para um ambiente de sobrevivência da economia”.

Para ele, o novo contexto deve dar celeridade à tramitação de propostas emergenciais. “Vamos encontrar um Congresso capacitado para ser prático e eficiente nas votações devido à urgência”, disse Gomes.

“Menos debate, mais ação com o objetivo de votações de instrumentos de fortalecimento da economia”, disse.

De acordo com o líder do governo, depois da crise, o Congresso deverá evitar a votação de pautas bombas para enviar recados ao governo e “conciliar recuperação econômica, amparo às pessoas que mais necessitam e deixar o Estado em condições de receber investimentos”.

O senador também afirmou que há ambiente para a votação do projeto do novo marco regulatório do saneamento no Congresso. “Há ambiente, há consenso”.

Fonte: cennoticias

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