Notícias do setor farmacêutico

Nos EUA, brasileiro lidera estudo de tratamento contra o Coronavírus

293

coronavírus

Nascido no Brasil, o imunologista Michel Nussenzweig se mudou para os Estados Unidos no começo da adolescência. Hoje, médico da Universidade Rockefeller, ele lidera um grupo de pesquisadores que estuda a produção artificial de anticorpos como meio para tratar pacientes infectados com o novo coronavírus.

Segundo informações da Folha de São Paulo, Nussenzweig e seus colegas esperam coletar amostras do sangue de pelo menos 100 pacientes curados da Covid-19. O objetivo é analisar o material para identificar as células produtoras dos anticorpos que reagiram ao vírus.

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/03/27/teremos-uma-vacina-provavelmente-so-em-12-meses/

Essas moléculas são proteínas adaptadas para neutralizar a ação de organismos invasores no corpo humano. O novo coronavírus, por exemplo, infecta a célula por meio de espículas espalhadas em volta de sua membrana. Um anticorpo, portanto, poderia ter a função de se encaixar a estas estruturas de forma que anule a capacidade do vírus de usá-las para introduzir seu material genético na célula.

Os cientistas pretendem extrair o gene das amostras dos voluntários, que contém as instruções para produzir os mecanismos de defesa e, na sequência, introduzir o fragmento genético em células cultivadas em laboratório, a fim de obter a fabricação de anticorpos em larga escala.

“É praticamente certo que o nosso alvo serão os anticorpos que neutralizam a proteína da espícula do vírus. Como esse é o caminho que ele usa para invadir as células, é a abordagem que faz mais sentido”, diz Nussenzweig.

As soluções de anticorpos produzidas em laboratório seriam então introduzidas em pacientes recém-infectados pela Covid-19, com o intuito de proteger seus organismos já na fase inicial da doença, ou seja, não seria preciso a reação do corpo.

Em partes, o tratamento se assemelha muito à transfusão de plasma, que está em fase de testes em pacientes com quadros graves de coronavírus nos Estados Unidos.

No entanto, o maior problema da terapia com plasma sanguíneo são as limitações do procedimento em larga e escala. Segundo o médico brasileiro, um doador poderia fornecer material suficiente apenas para o tratamento de três ou quatro pacientes infectados.

Os pesquisadores da Universidade de Rockefeller pesquisam a produção de anticorpos em laboratório há décadas, entretanto, a maioria dos experimentos são voltados ao HIV, vírus causador da Aids. O mesmo método já é usado, inclusive, para desenvolver remédios para câncer. Mesmo assim, ainda vão alguns meses meses para o estudo liderado pelo médico brasileiro render resultados confiáveis no tratamento da Covid-19.

Siga nosso Instagram: https://www.instagram.com/panoramafarmaceutico/

Fonte: cennoticias

Você pode gostar também

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar Consulte mais informação

Perdeu sua senha? Digite seu nome de usuário ou endereço de email. Você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.
document.querySelectorAll('.youtube a').forEach(e=>{e.href = "https://youtube.com/user/partnersupport" })