Notícias do setor farmacêutico

Pacientes com doenças graves não conseguem atendimento por conta do coronavírus

171

Em meio à pandemia do novo coronavírus, os hospitais se preparam para receber pacientes com a doença. Porém, segundo relatado ao G1 nesta quarta-feira (8), com a chegada da Covid-19 em Santos, no litoral de São Paulo, algumas pessoas com doenças graves estão encontrando dificuldade para conseguir tratamento e exames médicos.

A aposentada Janete Giponi Costa Tenório, de 55 anos, relata que foi diagnosticada com câncer no fígado. Conforme explica, ela foi orientada pelo médico sobre a necessidade de fazer colonoscopia, um exame que analisa principalmente o intestino grosso com o objetivo de diagnosticar infecções e tumores. “O médico precisa saber se há outras partes do corpo acometidas, para indicar o tratamento certo”, conta.

De acordo com Janete, o exame é de urgência para que ela consiga seguir com os remédios adequados contra a doença, mas ela não consegue marcar o procedimento apesar das tentativas frequentes desde o dia 21 de março. “Eu ligo no hospital e sou informada que não há previsão”, diz.

“Nós temos uma perspectiva de vida, planos e projetos. No momento estou esperando a chegada da minha neta e fico com o coração apertado quando vejo essa demora para meu atendimento. Assim como o vírus, o câncer também mata. Nós, que temos essa doença, também queremos viver e estamos na luta contra o tempo”, relata a aposentada.

Para Janete, mesmo diante do novo coronavírus, outras doenças também precisam de espaço para atendimento. “Todos estão lutando pela vida, então não podemos ser esquecidos diante do vírus. De nenhuma forma quero menosprezar a pandemia, mas não se pode esquecer de outras doenças com prioridade”, diz.

Por meio de nota, o Hospital Santa Casa de Santos, unidade em que a aposentada tenta marcar o exame, informou que todos os pacientes que já estavam em tratamento oncológico permanecem sem alterações. As cirurgias eletivas para oncologia também foram mantidas, e o Ambulatório do Serviço de Oncologia está atendendo normalmente.

Doença cardíaca

A filha do advogado Edmundo Damato Junior, de 59 anos, também relata o medo de que o pai não realize um procedimento cirúrgico cardíaco a tempo. Letícia Damato, de 27 anos, contou ao G1 que o pai sofreu um forte infarto no início de janeiro e ficou quase um mês internado no Hospital dos Estivadores, que por não realizar cirurgia cardíaca, o liberou e encaminhou para acompanhamento com o cardiologista pelo Ambesp.

“Antes do carnaval meu pai passou pelo cardiologista e o médico disse que a situação dele era bem grave. Pediu urgência pra fazer a cirurgia e o encaminhou para o cirurgião. O cirurgião viu os exames e reforçou a gravidade, nos falando que ele precisava ser operado, pois se tiver outro infarto não vai aguentar. O que está mantendo ele vivo é uma artéria com 20% da capacidade dela”, relata.

Conforme relata a jovem, ela e os pais moram em um prédio de apenas três andares, no primeiro andar. “Ele não aguenta descer esse lance de escadas e nem pode. Quando ele sente dor, corremos para o Pronto Socorro e pedem transferência para a Santa Casa. Mas eles não aceitam, só se estiver tendo infarto. Se meu pai infartar de novo, ele morre. Desse jeito o hospital só vai aceitar o atestado de óbito dele”, diz.

Advogado foi encaminhado para cirurgia como prioridade, mas ainda não conseguiu marcar procedimento — Foto: Arquivo pessoal

De acordo com Letícia, o hospital informou que não estava fazendo cirurgia eletiva por conta do coronavírus e que não havia previsão de retornar a operar. Por meio de nota ao G1, o hospital afirma que não recebeu pedido de agendamento de cirurgia deste paciente e que as cirurgias cardiológicas e oncológicas são os únicos procedimentos que foram mantidos neste período de pandemia.

Porém, a jovem afirma que apresentou a documentação do pai no dia 27 de março e que foi informada pela atendente de que a solicitação estava sendo colocada no sistema. “No dia 26 de manhã eles ligaram pra cancelar esse retorno do dia 27 com o cirurgião. Mas meu pai reclamou bastante e eles ligaram mantendo a consulta. Só se eles continuaram com as cirurgias pelo atendimento particular, porque pelo SUS não é”, finaliza Letícia.

Filha afirma que levou toda documentação do pai ao hospital e que atendente falou que solicitação estava sendo cadastrada no sistema — Foto: Arquivo pessoal

A aposentada Janete Giponi Costa Tenório, de 55 anos, relata que foi diagnosticada com câncer no fígado. Conforme explica, ela foi orientada pelo médico sobre a necessidade de fazer colonoscopia, um exame que analisa principalmente o intestino grosso com o objetivo de diagnosticar infecções e tumores. “O médico precisa saber se há outras partes do corpo acometidas, para indicar o tratamento certo”, conta.

De acordo com Janete, o exame é de urgência para que ela consiga seguir com os remédios adequados contra a doença, mas ela não consegue marcar o procedimento apesar das tentativas frequentes desde o dia 21 de março. “Eu ligo no hospital e sou informada que não há previsão”, diz.

“Nós temos uma perspectiva de vida, planos e projetos. No momento estou esperando a chegada da minha neta e fico com o coração apertado quando vejo essa demora para meu atendimento. Assim como o vírus, o câncer também mata. Nós, que temos essa doença, também queremos viver e estamos na luta contra o tempo”, relata a aposentada.

Para Janete, mesmo diante do novo coronavírus, outras doenças também precisam de espaço para atendimento. “Todos estão lutando pela vida, então não podemos ser esquecidos diante do vírus. De nenhuma forma quero menosprezar a pandemia, mas não se pode esquecer de outras doenças com prioridade”, diz.

Por meio de nota, o Hospital Santa Casa de Santos, unidade em que a aposentada tenta marcar o exame, informou que todos os pacientes que já estavam em tratamento oncológico permanecem sem alterações. As cirurgias eletivas para oncologia também foram mantidas, e o Ambulatório do Serviço de Oncologia está atendendo normalmente.

A filha do advogado Edmundo Damato Junior, de 59 anos, também relata o medo de que o pai não realize um procedimento cirúrgico cardíaco a tempo. Letícia Damato, de 27 anos, contou ao G1 que o pai sofreu um forte infarto no início de janeiro e ficou quase um mês internado no Hospital dos Estivadores, que por não realizar cirurgia cardíaca, o liberou e encaminhou para acompanhamento com o cardiologista pelo Ambesp.

“Antes do carnaval meu pai passou pelo cardiologista e o médico disse que a situação dele era bem grave. Pediu urgência pra fazer a cirurgia e o encaminhou para o cirurgião. O cirurgião viu os exames e reforçou a gravidade, nos falando que ele precisava ser operado, pois se tiver outro infarto não vai aguentar. O que está mantendo ele vivo é uma artéria com 20% da capacidade dela”, relata.

Conforme relata a jovem, ela e os pais moram em um prédio de apenas três andares, no primeiro andar. “Ele não aguenta descer esse lance de escadas e nem pode. Quando ele sente dor, corremos para o Pronto Socorro e pedem transferência para a Santa Casa. Mas eles não aceitam, só se estiver tendo infarto. Se meu pai infartar de novo, ele morre. Desse jeito o hospital só vai aceitar o atestado de óbito dele”, diz.

De acordo com Letícia, o hospital informou que não estava fazendo cirurgia eletiva por conta do coronavírus e que não havia previsão de retornar a operar. Por meio de nota ao G1, o hospital afirma que não recebeu pedido de agendamento de cirurgia deste paciente e que as cirurgias cardiológicas e oncológicas são os únicos procedimentos que foram mantidos neste período de pandemia.

Porém, a jovem afirma que apresentou a documentação do pai no dia 27 de março e que foi informada pela atendente de que a solicitação estava sendo colocada no sistema. “No dia 26 de manhã eles ligaram pra cancelar esse retorno do dia 27 com o cirurgião. Mas meu pai reclamou bastante e eles ligaram mantendo a consulta. Só se eles continuaram com as cirurgias pelo atendimento particular, porque pelo SUS não é”, finaliza Letícia.

Fonte; G1

Você pode gostar também

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar Consulte mais informação

Perdeu sua senha? Digite seu nome de usuário ou endereço de email. Você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.