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Startup brasileira de inteligência artificial ajuda no combate da disseminação do coronavírus

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Startup de inteligência artificial ajuda no combate da disseminação do coronavírus (Foto: Divulgação Dr. Wilson)

A startup Dr. Wilson usa inteligência artificial para levar, a locais de difícil acesso, informações sobre doenças negligenciadas. Com cerca de 549 protocolos de doenças e 50 mil perguntas e respostas num sistema de machine learning, a ferramenta permite avisar e tirar dúvidas sobre diagnóstico, prevenção, sintomas, transmissão e tratamento de doenças. E agora, um novo papel fundamental surge na plataforma: evitar a disseminação do novo coronavírus, causador da doença covid-19.

“Queremos impactar de forma positiva 20 milhões de pessoas até o final deste ano. Quanto mais informações a gente levar para essas pessoas sobre a covid-19 (e outras doenças), mais vamos protegê-las”, diz Mario Mendes, um dos fundadores da plataforma.

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/04/28/coagulos-misteriosos-sao-a-nova-complicacao-letal-da-covid-19/

O acesso da ferramenta é gratuito e opera em todo o mundo, em português, crioulo haitiano, espanhol, francês e inglês, como um assistente pessoal: você pergunta, o robô responde. A interação pode ser feita por texto ou voz.

No total, cerca de três milhões de interações em todo o mundo foram feitas com o Dr. Wilson até agora. Delas, um milhão e meio interagiram sobre o novo coronavírus — desse número, 80% são buscas feitas por usuários que estão no Brasil. E na África 150 mil pessoas buscaram por informações sobre a covid-19. “Estamos olhando todo o mundo, mas o foco é a África. Não podemos deixar que ela seja esquecida”, afirma Mendes.

A ideia em criar a plataforma surgiu depois que Mendes morou, em 2004, na Angola. “Participei de uma campanha de vacinação e, naquele momento, percebi que a informação não chegava até lá”, afirma Mendes. Mas a plataforma só foi fundada em 2019, quando recebeu o investimento da InBot no valor de R$ 3 milhões. “Assim que foi fundado, teve o ciclone Idai, que atingiu Moçambique. Recebemos muitas mensagens das pessoas pedindo ajuda. Então, criamos formulários para enviar alimentos ou chamar por resgate. Fomos responsáveis por 1200 resgates, diz Mendes.

O empreendedor afirma que a plataforma tem um propósito social, e por isso, não tem custo para os usuários. “Ela se mantém porque a InBot é o motor. E o bot utilizado no Dr. Wilson é utilizado por outras empresas”, afirma.

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Fonte: Época Negócios

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