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Citi revisa projeção do PIB do Brasil para um tombo de 6,5% em 2020

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O Citi Brasil informou nesta quarta-feira (20) que revisou a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020 para uma queda de 6,5%, com uma recessão duas vezes mais dura do que a vivida na crise financeira de 2008.

Conforme relatório assinado por Leonardo Porto, economista chefe do Citi no Brasil, e Paulo Lopez, também economista da unidade brasileira, as novas estimativas admiti o início do relaxamento das medidas de isolamento social somente a partir do final de julho. Para os profissionais, o ritmo de recuperação deverá ser gradual, com a normalização variada para cada segmento da economia. Para 2021, o banco projeta um crescimento de 4% do PIB do Brasil.

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Em projeção anterior, a instituição financeira espera uma queda de 4,5% neste ano. No entanto, “os indicadores estão apontando uma contração ainda mais profunda, o que provocou redução adicional nas nossas estimativas”, avaliam os economista.

Segundo documento, os índices econômicos em março indicaram um recuo mais acentuado do PIB no primeiro trimestre, de 1,5%, na comparação com os últimos de três meses de 2019.

Dessa forma, o Citi vê uma contração de 9,5% na economia entre o primeiro e o segundo trimestre. Para o semestre seguinte, o banco espera uma recuperação gradual, com o PIB crescendo 1,2%, entre julho e setembro; e 3,4% nos últimos três meses do ano.

Citi vê aumento do desemprego

De acordo com o documento, os economistas esperavam uma baixa de 8,3% na demanda domestica, além de 15,3% nos investimentos e de 8,7% no consumo. “Essas estimativas são consistentes com uma índice de desemprego média de 15,3% em 2020, depois de um pico perto de 18% no terceiro trimestre”, escrevem. No ano anterior, a taxa de desempregados correspondia a percentual de 11,9%.

O Citi ainda prevê um alta de apenas de 2% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano. Conforme relatório, isso abre espaço para o Banco Central (BC) realizar um novo corte da taxa básica de juros (Selic), em 0,75 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), para 2,25% ao ano.

“O aumento das tensões políticas e suas implicações na política fiscal são o maior risco para este cenário, já que poderiam eliminar o espaço para estímulo monetário adicional”, avaliou o Citi.

O banco também estima que o déficit primário do setor público consolidado será de 11% do Produto neste ano. Enquanto, a dívida bruta/PIB deve chegar a 91,5% no final do ano.

“Apesar da elevada vulnerabilidade da situação fiscal, os principais riscos estão à nossa frente e são relacionados à possibilidade de que algumas medidas econômicas para combater os efeitos da covid-19 sejam estendidas por mais tempo”, avaliou o Citi. “Esses riscos estão bastante relacionados às tensões políticas e como elas vão evoluir”.

Outras grupos financeiros cortam a previsão para o PIB do Brasil

Além do Citi, o Bank of America (BofA) e o Goldman Sachs também reduziram as projeções para o PIB brasileiro neste ano.

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/05/08/itau-unibanco-prorroga-r-15-bi-em-dividas-de-empresas-e-pessoas-fisicas-na-crise/

O Goldman Sachs revisou a previsão para a economia do Brasil em 2020, para uma queda de 7,4% este ano. As projeções anteriores do banco apontavam para uma baixa de 3,4%. Enquanto, o BofA passou a ver um tombo de 7,7% no PIB. A instituição financeira havia estimado no início do mês de abril que o PIB do Brasil deveria registrar uma queda de até 3,5% neste ano

Fonte: Sunoresearch

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