Notícias do setor farmacêutico

Por que algumas pessoas transmitem mais o novo coronavírus?

35

Uma das questões sobre o novo coronavírus que intriga os cientistas é o seu fator transmissivo. Como se fosse uma transmissão em massa, é possível que uma única pessoa de um grande grupo infecte todos os demais. Um exemplo é a contaminação de um coral de igreja inteiro, que aconteceu em Washington. Apenas um membro do coral estava doente, e acabou infectando mais 53 membros.

Siga nosso Instagram: https://www.instagram.com/panoramafarmaceutico/

Assim como outras doenças infecciosas, a covid-19 acabou se espalhando por todo o mundo por meio de grupos e aglomerados. Com cerca de 5 milhões de casos, o vírus aparenta estar propenso a atacar de maneira mais agressiva pessoas que estão muito próximas em um determinado ambiente, conforme dizem cientistas.

Jamie Lloyd-Smith, professor da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, está envolvido em pesquisas sobre a propagação desse e outros vírus e acredita que o fato de acontecer em grande escala dificulta os estudos sobre. “Se você pode prever quais circunstâncias estão dando origem a esses eventos, a matemática mostra que você pode realmente, muito rapidamente, reduzir a capacidade da doença se espalhar”, diz Lloyd-Smith, segundo a ScienceMag.

O professor acrescentou que, em casos como esse, o mais comum é que apenas uma pessoa espalhe o vírus porque muitas não o transmitem.Sendo assim, os cientistas que quanto menor o fator de dispersão – que é o indivíduo transmissor -, mais um grupo de pessoas pode ser contaminado. Como exemplo, o fator de dispersão do SARS-CoV, em 2002, era de 0,16. Isso, porém,No não impediu que a doença afetasse indivíduos de todo o mundo.

Em um artigo realizado por pesquisadores da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, foi analisado que o fator de dispersão do novo coronavírus é, aproximadamente, 0,1. Isso pode ser a explicação para a razão pela qual o vírus não espalhou de forma incontrolável ainda em dezembro de 2019, quando o primeiro caso fora da China aconteceu.

Christophe Fraser, pesquisador da Universidade de Oxford, acredita que a transmissão do SARS-CoV-2 aconteça por forma de gotículas. “A maioria dos grandes grupos de transmissão publicados parece implicar a transmissão de aerossóis”, diz Fraser, em nota. Os cientistas ainda acrescentaram que é possível que alguns indivíduos exalem mais partículas quando falam do que outros.

Segundo os pesquisadores, o próximo passo para prevenir a transmissão em massa é evitar locais onde o coronavírus pode estar aglomerado. Mesmo se tratando de um grupo pequeno de pessoas, o distanciamento e o isolamento são necessários para evitar qualquer forma de contaminação.

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/05/18/entenda-a-tecnologia-que-mapeara-sintomas-da-covid-e-novas-epidemias/

Como a maioria dos países ainda não conseguiram coletar os dados de transmissão de forma detalhada, o mais seguro é que as paralisações continuem – embora elas dificultem o trabalho dos pesquisadores. Fraser acrescentou que, devido ao fato de que o rastreamento da transmissão do vírus não seja possível no momento, é importante ter paciência para compreender o longo processo de estudo sobre o novo coronavírus, conhecido há cerca de seis meses.

Fonte: Exame

Você pode gostar também

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar Consulte mais informação

Perdeu sua senha? Digite seu nome de usuário ou endereço de email. Você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.