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Dois meses após primeiro óbito, DF ultrapassa 100 mortes por coronavírus; veja perfil dos casos

Segundo boletim da Secretaria de Saúde, até noite de segunda (25), 106 moradores da capital foram vítimas da doença. Paciente mais jovem tinha 22 anos.

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Estrutura do coronavírus tem formato de coroa — Foto: Radoslav Zilinsky/Getty Images/Arquivo
Estrutura do coronavírus tem formato de coroa — Foto: Radoslav Zilinsky/Getty Images/Arquivo

O Distrito Federal ultrapassou, nesta segunda-feira (25), a triste marca de 100 mortos pelo novo coronavírus. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou 106 óbitos de moradores da capital. Outras oito pessoas que viviam no Entorno também morreram em unidades de saúde do DF.

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Nos últimos dois meses, familiares de vítimas da Covid-19 relataram à reportagem a angústia de enterrar os entes queridos. As recomendações de saúde proíbem a aproximação do caixão e a troca de abraços durante a despedida.

O G1 fez um levantamento sobre os principais dados relativos às mortes por coronavírus na capital, desde os primeiros casos até os mais recentes. Veja abaixo:

Primeiros casos

No dia 23 de março, a Covid-19 fez a primeira vítima no DF: uma enfermeira de 61 anos, que atuava como assessora técnica do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), ela tinha obesidade e hipertensão.

A morte ocorreu pouco mais de duas semanas após o DF registrar o primeiro caso de coronavírus, no dia 7 de março. A paciente zero é uma mulher de 52 anos que apresentou os sintomas depois de voltar de uma viagem à Europa. Ela está curada da doença, recebeu alta da UTI na semana passada, mas segue internada.

À época, o DF tinha 138 infectados. Até as 18h desta segunda (25), já eram 6.930 contaminados. Aos poucos, a doença atingiu diferentes faixas etárias e perfis. Entre os mortos, 12% não possuíam nenhuma comorbidade – outra doença que poderia agravar o caso.

Casos por mês

No mês de março, as mortes atingiram apenas idosos. Foram três casos: duas mulheres, de 61 e 73 anos; e um homem, de 77 anos. Nos meses seguintes, os óbitos pela doença alcançaram pessoas de outras faixas etárias.

Em abril foram registradas mais 27 mortes. A vítima mais jovem da Covid-19 até então tinha 37 anos. O homem tinha obesidade, o que agravou o caso, segundo a Secretaria de Saúde.

Foi também em abril que a secretaria registrou a vítima mais velha: um homem, de 101 anos, morador do Riacho Fundo I. O idoso tinha problemas nos rins. Antes de falecer, o paciente ficou internado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) por quatro dias. Ele deixou seis filhos.

“Não pudemos sequer chegar perto do caixão. É uma coisa desumana, que não existe”, disse um dos filhos do idoso ao G1.

Desde 1º de maio foram registradas mais 76 mortes. Uma jovem de 22 anos se tornou a vítima mais nova. Moradora de Samambaia, a paciente tinha microcefalia e paralisia cerebral.

Veja casos por mês:

Março: 3 mortes
Pessoas de 61 a 77 anos

Abril: 27 mortes
Pessoas de 37 a 101 anos

Maio: 76 mortes
Pessoas de 22 a 92 anos

Faixa etária das vítimas por Covid-19

Doenças

Entre os óbitos por Covid-19, 88% das vítimas tinham alguma comorbidade. Cardiopatias são as doenças mais frequentes. Veja abaixo:

Cardiopatias: 64 mortes (61%)
Distúrbios metabólicos: 36 mortes (34%)
Pneumopatias: 16 mortes (15%)
Obesidade: 15 mortes (14%)
Imunossupressão: 8 (7%)
Nefropatias: 6 mortes (5%)
Outros: 23 mortes
Sem comorbidades
No mês de maio, houve a primeira morte entre infectados no Complexo Penitenciário da Papuda. A primeira vítima foi um policial penal. Francisco Pires de Souza, de 45 anos, morreu no dia 17. Ele não tinha outras doenças, segundo a Secretaria de Saúde.

“Um profissional exemplar, amigo e companheiro”, lembrou emocionado um dos colegas de Francisco, o policial penal Neto Freitas.
À época, amigos e familiares se despediram de Francisco com carreata, salva de tiros e palmas.

Regiões Administrativas

A maior parte das mortes em decorrência do novo coronavírus ocorreu nas regiões de média-baixa renda do Distrito Federal. Ceilândia concentra a maioria dos casos, com 23 mortes.

O número é maior do que em toda a região central de Brasília, que até este domingo (24), registrava 18 óbitos, somando os casos de Plano Piloto, Sudoeste/Octogonal e Lago Sul.

Veja abaixo:

Ceilândia (inclui Sol Nascente) 23
Samambaia: 11
Guará: 9
Águas Claras (inclui Arniqueiras): 8
Planaltina: 6
Santa Maria: 6
Plano Piloto: 5
Riacho Fundo I: 4
Gama: 4
Recanto das Emas: 3
Taguatinga: 3
Scia (Estrutural): 2
Sobradinho I: 2
São Sebastião: 2
Jardim Botânico: 2
Sudoeste/Octogonal: 1
Lago Sul: 1
Candangolândia: 1
Núcleo Bandeirante: 1
Riacho Fundo II: 1
Brazlândia: 1
Itapoã: 1

Fonte: G1

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/05/26/vendas-da-panvel-crescem-114-no-1o-trimestre-com-alta-de-120-no-e-commerce/

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