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Santa Catarina avalia utilização da cloroquina “caso a caso”

Pelo menos oito estados não pretendem aderir a uso geral do medicamento previsto em novo protocolo do Ministério da Saúde; OMS suspendeu estudos por falta de eficácia e efeitos colaterais

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O Estado de Santa Catarina vai analisar individualmente a necessidade do uso da cloroquina e do sulfato de hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19.

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Segundo nota divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde, a utilização do medicamento ficará a critério médico, de acordo com o quadro clínico dos pacientes hospitalizados.

cloroquina

A nota diz que a eficácia e a segurança desses fármacos ainda estão sendo estudadas e que, por isso, sua utilização pode ser modificada a qualquer momento.

Estudo mostra efeitos colaterais e falta de eficácia
Para a epidemiologista e doutora em Saúde Pública da UFSC (Universidade
Federal de Santa Catarina), Ana Curi Hallal, a discussão sobre o uso da cloroquina e hidroxicloroquina deve ser científica e não política.

“Recentemente, os resultados de um amplo estudo sobre o tema foi publicado,
tendo repercussão importante. Nele, foram analisados dados de 96.032 pacientes com Covid-19, dos quais 14.888 foram tratados com hidroxicloroquina, cloroquina isolada ou em combinação com um antibiótico”,
explica a epidemiologista.

“Após controlar as diferenças por idade, sexo, raça, outras doenças associadas e gravidade da doença, o uso da cloroquina e hidroxicloroquina
foi associado a um aumento do risco de arritmia cardíaca e morte”, destaca Hallal.

Além disso, os autores não observaram evidências de benefício dos dois medicamentos quando usados isoladamente ou em associação com antibiótico (macrolídeo) no tratamento de pacientes com Covid-19.

“Outros estudos estão sendo realizados e a discussão não está encerrada, entretanto, as conclusões do estudo citado são relevantes e devem ser consideradas pelos médicos e entidades, bem como na elaboração de políticas públicas”, observa.

A epidemiologista afirma ainda que o médico tem autonomia para indicar o tratamento, com o consentimento esclarecido do paciente. “A indicação pelo médico deve sempre ser pautada pela ciência e melhor evidência científica disponível”.

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Novo protocolo
Depois que o Ministério da Saúde divulgou as orientações para ampliar o acesso de pacientes com a Covid-19 ao tratamento medicamentoso precoce, na semana passada, pelo menos oito estados brasileiros já se manifestaram dizendo que não vão aderir ao novo protocolo.

Em reportagem veiculada pela Isto É, os governos de São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Pará e Mato Grosso do Sul afirmaram que o uso generalizado do medicamento não será adotado. Outros sete estados ainda estariam analisando o novo protocolo do Ministério da Saúde.

De acordo com as novas orientações do governo federal, o medicamento poderá ser utilizado já nos primeiros dias de sintomas, no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde).

O documento traz a classificação dos sinais e sintomas da doença, que pode variar de leve a grave; e a orientação para prescrição a pacientes adultos de dois medicamentos associados à azitromicina: a cloroquina e o sulfato de hidroxicloroquina.

A escolha do melhor tratamento para a doença pode variar de acordo com os sinais e sintomas, e a fase em que o paciente se encontra. Esses dois medicamentos já eram indicados para casos graves, hospitalizados.

O acesso aos medicamentos só ocorre com prescrição médica, em concordância declarada por escrito pelo paciente.

Estudos interrompidos
A OMS (Organização Mundial da Saúde) suspendeu temporariamente nesta
segunda-feira (25) os estudos sobre o uso de hidroxicloroquina em pacientes
com Covid-19. Agora, o medicamento será avaliado antes de a organização decidir se retoma ou abandona de vez os estudos.

A decisão da OMS foi tomada após a revista científica britânica The Lancet
divulgar, na sexta-feira (22), um levantamento mostrando que pacientes com
coronavírus que tomavam cloroquina e hidroxicloroquina tinham taxas de
mortalidade superiores às de outros grupos.

Este foi o estudo mais recente a contestar os eventuais benefícios desses medicamentos contra a Covid-19, além dos problemas cardíacos que podem causar em alguns pacientes.

Um novo posicionamento sobre o medicamento deve ser divulgado pela OMS em até duas semanas.

Fonte: ND Mais

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/05/29/btg-preve-prosperidade-para-o-varejo-farmaceutico-online/

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