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Mesma dose de hidroxicloroquina pode ser metabolizada de formas diferentes

Pesquisadores suecos desenvolveram um método para medir os níveis do medicamento em pacientes com lúpus — o que pode ajudar nos estudos relacionados à Covid-19

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Estudo analisa impacto de doses hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 (Foto: Unsplash)

Pesquisadores da Universidade Uppsala, na Suécia, desenvolveram um novo método para medir os níveis de hidroxicloroquina em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES), doença autoimune para a qual o medicamento é indicado. Segundo o estudo, publicado nesta segunda-feira (1) na revista Arthritis Research and Therapy, a tática de análise poderá ser útil também para pesquisas com foco no tratamento da Covid-19.

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A hidroxicloroquina e a cloroquina têm sido testadas para tratar pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Entretanto, diversos estudos indicam que esses remédios não ajudam, de fato, a combater a doença — e em alguns casos podem inclusive levar à morte.

Para investigar os riscos da hidroxicloroquina em relação ao LES, os pesquisadores suecos compararam os níveis da droga em partes isoladas (plasma e soro) e em todo o sangue de pacientes com a doença autoimune. De acordo com os cientistas, essa é uma nova forma de analisar a taxa da droga no metabolismo, já que antes o índice era avaliado apenas nas partes isoladas do sangue.

O que os estudiosos perceberam é que a mesma dose de hidroxicloroquina pode ser metabolizada de maneiras diferentes em cada pessoa. “Um resultado impressionante, e uma visão muito importante, é que os níveis [da droga] no sangue de pacientes prescritos com a mesma dose podem diferir em até 15 vezes entre eles”, afirma Kim Kultima, um dos autores do estudo, em nota. “Isso indica uma grande variação individual na maneira como o medicamento é metabolizado.”

Sendo assim, possíveis riscos da droga poderiam ser minimizados ajustando a dosagem a cada paciente — o que não se aplica àqueles com Covid-19. “Temos que ter muito cuidado ao tirar conclusões precipitadas sobre se a hidroxicloroquina é eficaz contra a Covid-19”, observa Kultima. “O que sabemos hoje [com este estudo] é que o método de análise esperançosamente levará a melhores dados para fornecer dosagens corretas aos pacientes com LES que usam o medicamento.”

Ainda são necessários, portanto, mais estudos para entender se a hidroxicloroquina apresenta, de fato, alguma eficácia contra a Covid-19 e qual seria a dosagem ideal nesses casos. Mas esse trabalho certamente oferece novas pistas para essa investigação.

Fonte: Revista GALILEU

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