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Dor nas pernas: 8 causas mais comuns

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A dor nas pernas, mal localizada, não traumática, e recorrente ou persistente, é queixa clínica comum no consultório de reumatologia. A ela se refere condições que provocam sintomas desconfortáveis variados, situados em área ampla, do quadril até a parte final das pernas. É extremamente importante a observação do paciente aos seus sintomas, já que grande parte do diagnóstico pode ser facilitado por essa medida.

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O desconforto pode ser originário de condições relacionadas ao aparelho musculoesquelético, vascular, neurológico ou mesmo fazer parte de condições de dores difusas crônicas.

Dessa forma, o primeiro passo é reconhecer características comuns dos principais grandes grupos de causas, chamadas síndromes:

Origem musculoesquelética:

Dor melhor localizada
Pode se concentrar próxima de áreas articulares
Pode piorar no início ou ao longo de exercícios
Repouso costuma melhorar
Dor pode piorar com palpação de regiões definidas
Costuma melhorar com analgésicos e anti-inflamatórios

Origem vascular venosa ou linfática

Dor mal localizada
Peso nas panturrilhas
Piora no final do dia
Piora em longos períodos em pé
Costuma melhorar com elevação pernas
Inchaço pouco doloroso nos tornozelos
Presença de varizes
Pele acastanhada nas pernas e tornozelos

Origem vascular arterial

Dor mal localizada
Pior nas partes mais baixas da perna e panturrilha
Dor aparece quase sempre ao caminhar
Piora com marcha mais acelerada
Melhora rapidamente com a interrupção da marcha
Extremidade dos dedos dos pés pálida ou arroxeada
Perda de pêlos e pele brilhante nas pernas
Presença de doença cardíaca e cerebral

Origem neurológica

Dor mal localizada
Sensação de queimação, choques, ardência, agulhadas, formigamento
Pode haver dor lombar associada
Redução da sensibilidade dos pés
Perda de chinelos na marcha

Síndrome dolorosa difusa

Sensação de “carne dolorida” em todo o corpo
Prejuízo do sono, cansaço, perda de memória
Humor deprimido ou nervosismo
Piora com o frio
Sensibilidade ao toque em diversas áreas musculares

Após essa etapa bem executada, baseada em minuciosa observação dos sintomas relatos pelo paciente e exame médico clínico, podem ser necessários alguns exames complementares. Esses são bastante variados e devem ser direcionados para as hipóteses principais. Os exames podem incluir:

Exames laboratoriais diversos
Exames radiológicos musculoesqueléticos, como RX, Ultrassom, Ressonância Nuclear Magnética
Ultrassom Doppler venoso ou arterial
Arteriografia ou Angiorressonancia Nuclear Magnética
Linfocintilografia
Eletroneuromiografia, potencial evocado sensitivo
Biópsia de pele para quantificação de fibras finas

A última etapa é a conclusão da causa específica da dor nas pernas, sendo as principais:

1. Dor muscular, contraturas:

Pacientes podem desenvolver sintomas após exercícios prolongados ou intensos, deambulação longa ou lesão aguda. É mais comum em atletas, mas também em sedentários. Os obesos e com alongamento muscular ruim são mais propensos. É comum a presença de cãibras.

2. Insuficiência venosa:

A dor costuma ser sinal bastante precoce, antes do aparecimento das varizes. As mulheres são mais afetadas. Pior no final do dia e durante período menstrual.

3. Fibromialgia:

A dor nas pernas faz parte de um contexto maior, em que há dor difusa pelo corpo, abaixo e acima da cintura e de um lado e outro do corpo, além de insônia, fadiga, memoria fraca. É comum a associação com depressão, ansiedade. Costuma haver grande sensibilidade dolorosa ao toque de diferentes partes do corpo.

4. Artrites:

Artrites inflamatórias diversas (artrite reumatóide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante, gota, e outras) ou também degradativa (artrose) quando acometem especialmente os joelhos podem gerar dor local ou irradiada para as pernas.

5. Ciatalgia:

A chamada dor ciática é localizada abaixo da prega das nádegas até pé, podendo ou não ser acompanhada de dor lombar, decorrente da compressão de raízes nervosas na coluna. Quase sempre unilateral e piora ou reaparece com elevação da perna estendida quando em posição deitada.

6. Neuropatia periférica:

Geralmente pior nas extremidade da perna e pé, decorrente de lesão do nervo periférico. Alteração de sensibilidade é frequente. Causas mais frequentes são diabetes, alcoolismo, hanseníase, infecção pelo HIV e vasculites.

7. Doença arterial obstrutiva periférica:

Redução da chegada do sangue oxigenado levado pelas artérias até os tecidos, quase sempre por aterosclerose (placas de gordura). Piora com caminhada, com ardência que rapidamente melhora com a interrupção da marcha. Alteração de cor, temperatura e de pelos é possível. Mais frequentes em pacientes com mais idade, portadores de hipertensão, diabetes, colesterol alto, obesos e fumantes.

8. Síndrome do stress tibial medial (canelite):

Dor ao longo da parte interna da canela, provocada por edema (inchaço) no osso da tíbia. Ocorre quando há aplicação de carga excessiva em osso saudável. Comum em corredores. A dor é pior no início e final da atividade, porém pode ser persistente mesmo com repouso. Obesidade, músculos mal condicionados e alterações na pisada são fatores predisponentes.

Fonte: Dr Leandro Tavares Finotti

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/06/17/servicos-clinicos-comecam-a-avancar-em-farmacias-independentes-e-associativistas/

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