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Produtos de limpeza prometem eliminar coronavírus, mas consumidor deve ficar atento

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Produtos de limpeza prometem eliminar coronavírus, mas consumidor ...Desde que começou a pandemia do novo coronavírus, a limpeza em casa e de alimentos comprados no mercado virou uma obsessão para os brasileiros. Essa maior busca por produtos que possam exterminar a Covid-19 já virou motivo de disputa entre empresas e entrou no radar da Justiça, com direito a cancelamento de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e abertura de processos pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

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Na semana passada, o assunto veio à tona após o sabão em pó da Tixan Ypê ter tido sua venda proibida pela Justiça e seu registrado cancelado pela Anvisa após queixa da concorrente Unilever. A companhia trazia informações na embalagem do produto que podiam induzir o consumidor a acreditar que o lava-roupa podia eliminar o novo coronavírus.

O caso, porém, gerou um alerta entre os consumidores. A aposentada Claudia Soares, de 65 anos, ao fazer suas compras semanais em um supermercado, disse estar cada dia mais preocupada com o coronavírus e criticou a falta de informação clara nas embalagens.

— O sabão em pó dizia que era sanitizante e falava em combate a germes e bactérias. Mas combate como? Mata tudo ou não? E germe não é bactéria? Eu entendo que sim. Uma confusão. Realmente, acho que a embalagem precisa ser mais clara — disse Claudia.

Segundo a associação do setor, a Abipla, é preciso atenção na hora de identificar os diferentes produtos. Há os itens chamados de limpadores, que, como diz o nome, apenas limpam e dão cheiro. Para esse tipo de produto, os fabricantes precisam apenas de um registro na Anvisa. Há ainda os sanitizantes (que eliminam os micro-organismos a níveis seguros) e desinfetantes (que matam germes). Nesse caso, ambos precisam ter registro da Anvisa após comprovar o resultado em laboratório.

As dúvidas levantadas pela aposentada reforçam os dados da Anvisa. Somente em 2020, já foram 77 cancelamentos de produto de limpeza em geral. De acordo com o órgão regulador, os casos envolvem empresas que afirmam ter uma ação desinfetante em produtos sem ter o registro obrigatório.

A Anvisa ressaltou ainda que, neste ano, as empresas do setor já fizeram 286 solicitações de alteração de rótulos. Parte desses pedidos preveem a inclusão da propaganda “Ajuda no combate a micro-organismos semelhante ao da Covid-19”, mas a agência ainda não tem o levantamento final. “De toda forma, recebemos seis questionamentos de empresas distintas que já haviam comprovado no momento do registro que combatiam outros vírus como H1N1”, afirmou.

Recentemente, a marca Omo, da Unilever, anunciou o lançamentos de lenços desinfetantes contra o vírus da Covid-19, já testado em laboratório. A marca afirmou que obteve o aval da Anvisa, já que o produto conta com agentes bactericidas que auxiliam na desinfecção de objetos e superfícies. Mas a empresa destacou que é preciso seguir as instruções da embalagem.

A Tixan Ypê acusou ainda a marca Brilhante, também da Unilever, de usar de forma irregular a imagem de um vírus em suas embalagens, o que pode induzir o consumidor ao erro. O caso está em análise na Senacon. A Unilever afirmou que toda a nova linha Brilhante de lava-roupas em pó é sanitizante e aprovada pela Anvisa. “Os registros emitidos pela autoridade sanitária comprovam o poder de combate a vírus, germes e bactérias”.

A Tixan, por sua vez, informou que retirou o sabão em pó do mercado que trazia as informações relacionadas ao vírus em sua embalagem. Informou ainda que está recorrendo da decisão da Justiça.

—São muitas questões para observar em um simples produto. Por isso, sempre busco ler o rótulo e pesquisar na internet antes de comprar qualquer coisa — disse o professor Renato Amaral.

Por isso, diz o comitê regulatório da Abipla, o ideal é sempre ler o rótulo. É importante, destacou a associação, verificar se o produto tem registro da Anvisa para ação sanitizante ou desinfetante e observar a data de validade.

Segundo a Anvisa, desinfetantes comuns e água sanitária são capazes de desativar o coronavírus na desinfecção de objetos e superfícies, assim como água e sabão. “Isso ocorre porque o vírus tem uma camada protetora de gordura que é destruída pelos produtos. Mas é importante seguir as instruções de diluição que estão no rótulo”, informou a agência.

Na maioria dos casos, informou a Anvisa, são necessários dez minutos de contato para inativar os micro-organismos. “Aguarde esse tempo após a aplicação do produto para que ele faça efeito. Ou seja, não limpe imediatamente a superfície logo após o uso do desinfetante, de modo que o vírus possa ficar em contato com a solução e ser destruído”, declarou, em nota.

Fonte: cennoticias

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/06/22/leadec-mira-industria-farmaceutica-para-servicos-de-desinfeccao-e-manutencao-fabril/

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