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Banco central retração de 6,4% na economia brasileira

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Banco CentralEconomia  – Na esteira dos impactos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia brasileira, o Banco Central promoveu nesta quinta-feira (25), forte corte em sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. A expectativa para a economia este ano passou de zero (0,00%) para retração de 6,4%. A nova estimativa consta no Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

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O Banco Central informou ainda que sua projeção para a inflação em 2020 – considerando o cenário de mercado, com juros e câmbio estimados pelo mercado financeiro – é de 2,4%. Se confirmado, este porcentual ficará abaixo do piso da meta (2,5%) para o ano. No RTI de hoje, o BC projetou ainda inflação de 3,2% em 2021 e 2022.

Entre os componentes do PIB para 2020, o BC alterou de alta de 2,9% para 1,2% a projeção para a agropecuária, o único que ainda apresenta projeção positiva. No caso da indústria, a estimativa passou de -0,5% para -8,5% e, para o setor de serviços, de zero para -5,3%. Do lado da demanda, o BC reduziu a estimativa do consumo das famílias, de +0,8% para -7,4%. No caso do consumo do governo, o porcentual projetado foi mantido em +0,2%.

O documento agora divulgado indica ainda que a projeção de 2020 para a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – indicador que mede o volume de investimento produtivo na economia – foi de -1,1% para -13,8%. Todas as estimativas anteriores constavam do RTI divulgado em março.

O Banco Central reafirmou por meio do RTI que “indicadores recentes sugerem que a contração da atividade econômica no segundo trimestre será ainda maior”. De acordo com o BC, “prospectivamente, a incerteza permanece acima da usual sobre o ritmo de recuperação da economia ao longo do segundo semestre deste ano”. Ao avaliar o Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2020, o BC repetiu que o resultado “confirmou a sua maior queda desde 2015, refletindo os efeitos iniciais da pandemia”.

IPCA Amplo

Nesta quinta-feira (25) também saiu o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial do País, que registrou taxa de 0,02% em junho deste ano. Apesar de ser superior à observada em maio deste ano (-0,59%), é a menor taxa para um mês de junho desde 2006 (-0,15%). O IPCA-15 acumula taxa de deflação (queda de preços) de 0,58% no segundo trimestre do ano. No acumulado do ano, a inflação é de 0,37%, enquanto no acumulado de 12 meses, a taxa chega a 1,92%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, quatro apresentaram inflação, com destaque para alimentos e bebidas, que tiveram alta de preços de 0,47% na prévia de junho. Os destaques deste grupo de despesas foram a batata inglesa (16,84%), carnes (1,08%), a cebola (14,05%) e o feijão-carioca (9,38%).

Por outro lado, cinco grupos de despesas tiveram deflação, com destaque para os transportes (-0,71%), impulsionada pela queda de preços das passagens aéreas (-26,08%), gasolina (-0,17%), óleo diesel (-4,39%), etanol (-0,49%) e seguro voluntário de veículo (-2,27%). Também tiveram deflação os grupos de despesa habitação (-0,07%), vestuário (-0,15%), saúde e cuidados pessoais (-0,01%) e despesas pessoais (-0,03%).

Fonte: Tribuna do Norte

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/06/26/farmacias-pague-menos-confirmam-pedido-de-ipo/

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