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Covid-19: Anvisa libera estudos clínicos com ruxolitinibe

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ruxolitinibe/covid-19/AnvisaNa procura por medicamentos eficazes contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2), pesquisadores de todo o mundo têm investigado fórmulas já conhecidas e avaliam a eficácia na contenção da COVID-19. Nesse cenário, a Anvisa publicou essa semana, em edição extra do Diário Oficial da União (D.O.U.), a autorização para a realização de um novo estudo clínico com o medicamento ruxolitinibe, usado para o tratamento de um tipo específico de câncer.

A ideia é que a pesquisa teste, de forma experimental, a segurança do ruxolitinibe e dos seus possíveis resultados positivos no tratamento de pacientes hospitalizados, em estado grave, por causa da COVID-19. Por enquanto, esse estudo deve incluir cerca de 60 pacientes e é liderado pela farmacêutica Novartis Biociências S.A..

Entenda a pesquisa A pesquisa será desenvolvida para avaliar a eficácia e a segurança do medicamento ruxolitinibe em pacientes com “tempestade de citocinas” associada à COVID-19. A situação ocorre quando o organismo gera uma quantidade exagerada de defesas, conhecidas como citocinas, contra o vírus, ou seja, é como se o sistema imunológico invés de melhor o quadro do paciente, ele causa um agravamento do quadro clínico.

De forma detalhada, as citocinas são proteínas que regulam a resposta imunológica do organismo contra invasores. Isso significa que uma tempestade de citocina acontece quando há uma resposta do organismo excessiva, como um temporal, onde não é mais possível controlar os estragos causados pela chuva e pela ventania.

Além disso, essa situação progride de forma rápida e gera alta mortalidade nos pacientes que a apresentam. No contexto da COVID-19, esse quadro é apontado como uma das causas da falência múltipla de órgãos que ocorre em determinados casos mais graves do novo coronavírus. Nessas pessoas, o aumento da quantidade de citocinas atrai muitas células inflamatórias para dentro do tecido pulmonar, o que causa danos severos e algumas vezes irrecuperáveis aos pulmões.

Até então, o medicamento ruxolitinibe é utilizado no tratamento de mielofibrose (que é um tipo raro de câncer do sangue que provoca aumento do baço) em pacientes adultos.

Dessa forma, a liberação da pesquisa pela Anvisa é fundamental, mesmo na situação de calamidade pública no Brasil em decorrência do novo coronavírus. Isso porque a realização de qualquer pesquisa clínica envolvendo seres humanos demanda, de forma obrigatória, a aprovação dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) e/ou da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

Fonte: Canaltech

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