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Veja as Fake News mais comuns em relação ao combate do novo coronavírus

Para prevenir o vírus: beber água fervida com alho, gargarejar água com sal e consumir alimentos alcalinos, são algumas das informações falsas que circulam na internet

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Fake News

A propagação de fake news na internet é uma atual preocupação da saúde pública, principalmente, durante a pandemia, quando remédios milagrosos e receitas caseiras surgem podendo combater o novo coronavírus. O grande problema, é que informações inverídicas tendem a levar as pessoas ao erro, podendo ocasionar até mesmo a morte.

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Para esclarecer informações aos capixabas, a infectologista do São Bernardo Apart Hospital (SBAH), Marina Da Rós Malacarne, comenta alguns dos mitos que têm circulado nas redes sociais. “É importante que a população não se deixe levar por toda e qualquer informação que receber no celular, por isso, recomendamos sempre a checagem em fontes confiáveis. Um cuidado realizado de forma errônea pode colocar a pessoa em um risco desnecessário”, explica.

Confira alguns dos mitos elencados pela Fiocruz como os mais recorrentes

– Tomar água fervida com alho serve como tratamento para o coronavírus: é fake news. “Não serve para tratamento de nada, pode ajudar na imunidade no geral. Sabemos que o alho tem algumas propriedades depurativas, melhora a parte cardiovascular, mas não serve para o tratamento da covid-19”, esclarece a médica.

– O coronavírus é maior do que o normal e, por isso, qualquer máscara impede sua entrada no organismo: é mentira. “Não é qualquer máscara que impede a entrada do vírus. As que impedem totalmente a entrada do vírus são aquelas com respirador particulado. No entanto, é fundamental que toda a população faça o uso da máscara, mesmo as de tecidos, que contribuem para evitar a propagação do vírus”, orienta.

– O vírus se propaga no ar: verdade. “Sim, o vírus se propaga no ar. Se o ambiente tiver uma boa corrente de vento, na maioria das vezes, ele vai cair no chão. No entanto, em ambientes com pouca circulação de ar, com ar condicionado, por exemplo, ele pode ficar suspenso no ar e as pessoas podem respirar e ser contaminadas pelo vírus”, explica.

– Gargarejar com água morna e salgada evita que o vírus vá para os pulmões: é fake News. “Isso não evita que o vírus vá para os pulmões”, destaca.

– Consumir alimentos alcalinos evitam a contaminação pela covid-19: é mentira. “Consumir alimentos alcalinos não adianta de absolutamente nada. Nosso corpo conta o sistema de tampões, que organiza o equilíbrio entre ácido e base, então, independente do que se coma, tenhamos esse equilíbrio”, explica.

Medicamentos 

As Fake News sobre medicamentos, vitaminas e suplementos milagrosos para covid-19 não param de surgir e a farmacêutica da Globo Fórmula, Luiza Scardua, esclarece alguns mitos relacionados a esse assunto.

Vitamina D ajuda a prevenir o coronavírus: mito. Não há nenhuma evidência que indique que nenhuma vitamina ajude a prevenir a doença. O que acontece é que ela costuma ser prescrita para pacientes com problemas no sistema imunológico, mas não há consenso cientifico sobre a utilização para aumentar a imunidade.

“O que sabemos é que a deficiência de vitamina está comprovadamente ligada a uma série de problemas de saúde, como doenças autoimunes, diabetes e osteoporose. Esse micronutriente atua, entre outras funções, no funcionamento do sistema imunológico, auxilia na absorção de cálcio e tem papel importante no equilíbrio do açúcar no sangue, agindo como um hormônio multifuncional. Ela pode ser suplementada sob prescrição de profissionais da área de saúde como fisioterapeuta, nutricionista, biomédico e farmacêutico”, esclarece a especialista.

– Ivermectina é a cura para covid-19: Outra fake news que anda circulando é que a Ivermectina é a cura contra a doença. “A verdade é que o remédio tem sido prescrito para o tratamento da doença para alguns pacientes após pesquisas concluírem que o medicamento, que na verdade é um antiparasitário de amplo espectro, possui ação antiviral contra o SARS-CoV-2 in vitro. Mas ele não é garantia de cura. A melhor forma é se prevenir, evitando aglomeração, higienizando as mãos e usando máscaras”, esclarece a farmacêutica.

Fonte: Folha Vitória

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/07/01/grupo-tapajos-aposta-no-digital-para-manter-faturamento-acima-de-r-1-bilhao/

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