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Mais detalhes sobre a replicação da Covid-19

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Pesquisadores dos departamentos de Biologia Celular e Química e de Microbiologia Médica do Centro Médico da Universidade de Leiden (LUMC), na Holanda, trabalham juntos desde o primeiro surto de Sars, em 2003 para entender melhor o mecanismo de replicação da Covid-19, grupo de micro-organismos do qual o Sars-CoV-2 faz parte. Eles concentram-se na remodelação da estrutura celular e nos danos causados pelo vírus à célula infectada.

Em um artigo anterior, mostraram que os coronavírus convertem estruturas de membrana das células infectadas em compartimentos aparentemente fechados, nos quais o material genético viral, o RNA, é copiado. “Essas organelas de replicação são cercadas por uma camada de membrana dupla e, provavelmente, oferecem as melhores condições para o processo de cópia do genoma viral. Elas também podem permitir que o vírus se esconda de certas respostas imunes celulares”, diz o líder do grupo, Eric Snijder.

O RNA de vírus recém-produzido carrega o código para produzir novas proteínas virais e, finalmente, precisa ser empacotado em partículas para que o patógeno se espalhe. “Isso requer que o RNA seja exportado das organelas de replicação”, explica. Até agora, porém, os pesquisadores não sabiam como isso poderia acontecer.

Abertura

Em um novo estudo publicado na revista Science, o estudante de doutorado Georg Wolff e seus colegas usaram uma técnica avançada de microscopia eletrônica para analisar as organelas de replicação de coronavírus o mais próximo possível de seu estado natural. “Para essa abordagem, chamada microscopia eletrônica de criogenia, as células infectadas foram rapidamente congeladas em nitrogênio líquido. Posteriormente, um feixe de íons foi usado para liberar uma camada de material celular fina o suficiente para tornar visível o conteúdo ainda congelado em alta resolução, usando um microscópio eletrônico”, detalha Wolff.

Isso acabou sendo uma boa jogada: eles descobriram que a membrana dupla da organela de replicação contém uma abertura. “Essa abertura é formada por uma combinação de proteínas virais que forma um poro que permitiria a exportação do RNA”, diz. “Essa conexão recém-descoberta entre as organelas de replicação e o resto da célula (…) também oferece um novo ponto de partida para o desenvolvimento de medicamentos antivirais.” O bloqueio dessa abertura provavelmente inibirá ou interromperá a multiplicação de coronavírus.

Com essa descoberta, os cientistas encontraram uma das peças que faltavam no quebra-cabeça da replicação do coronavírus. Novos estudos vão mostrar como essa estrutura funciona e se é realmente um alvo útil para o desenvolvimento de inibidores.

Fonte: Correio Braziliense

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