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Um bafômetro para testar a covid-19

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Poucas pessoas que se submeteram a esfregaços nasofaríngeos para teste de coronavírus descreveriam como uma experiência agradável. O procedimento envolve colocar um longo cotonete no nariz para coletar uma amostra da parte de trás do órgão e da garganta.

Na tentativa de evitar esse desconforto, pesquisadores do Instituto de Tecnologia Technion-Israel, em Haifa, utilizaram nanomateriais para desenvolver o protótipo de um dispositivo não invasivo que detectou a covid-19 pelo ar exalado por pacientes infectados. O equipamento foi apresentado no Encontro de Outono da Sociedade Norte-Americana de Química.

Além de ser desconfortável, o teste atual considerado padrão ouro requer o RT-PCR, um procedimento laboratorial demorado. Devido a atrasos, a obtenção de um resultado pode demorar vários dias. Para reduzir as taxas de transmissão e mortalidade, os sistemas de saúde precisam de testes rápidos, baratos e fáceis de usar, defendem os pesquisadores de Israel.

Hossam Haick, Hu Liu, Yueyin Pan e colegas queriam desenvolver um sensor, baseado em nanomateriais, que pudesse detectar a covid-19 na respiração exalada, semelhante a um teste de bafômetro para intoxicação por álcool. Estudos anteriores mostraram que os vírus e as células que eles infectam emitem compostos orgânicos voláteis (COVs) que podem ser exalados no ar.

Aprendizado

Os pesquisadores criaram uma série de nanopartículas de ouro ligada a moléculas que são sensíveis a vários COVs. Quando os compostos interagem com as moléculas em uma nanopartícula, a resistência elétrica muda. Os pesquisadores treinaram o sensor para detectar o Sars-CoV-2 ensinando a máquina a comparar o padrão de sinais de resistência elétrica obtidos da respiração de 49 pacientes confirmados com covid-19 com aqueles de 58 controles saudáveis e os de 33 pacientes com infecção pulmonar não sendo covid.

Os participantes eram de Wuhan, na China. Todos tiveram que soprar no dispositivo por dois a três segundos, a uma distância de 1 a 2cm. Depois que o aprendizado de máquina identificou uma possível assinatura da covid-19, a equipe testou a precisão do dispositivo em um subconjunto de participantes.

No conjunto de teste, o dispositivo mostrou 76% de precisão na distinção de casos da covid-19 de controles e de 95% de precisão na discriminação de casos da doença de outras infecções pulmonares. O sensor também pode distinguir com precisão de 88% os pacientes de covid-19 doentes e recuperados.

Fonte: Correio Braziliense

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Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/01/04/medicos-britanicos-testam-bafometro-que-pode-detectar-cancer/

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