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5G pode ser motor da retomada, aponta estudo

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O 5G poderá se tornar um dos motores da recuperação econômica do Brasil no pós-pandemia. A expectativa é que essa tecnologia tenha um impacto de até US$ 1,2 trilhão no Produto Interno Produto do País no período de 2021 até 2035, segundo o estudo “Why 5G in Latin America?”, realizado pela Nokia e pela Omdia. Isso significaria a adição de 1 ponto percentual ao PIB brasileiro.

“A produtividade em todos os setores é um dos problemas mais críticos no Brasil e temos agora uma tecnologia que pode nos ajudar no salto que precisamos dar”, avalia o chefe de Soluções da Nokia para a América Latina, Wilson Cardoso. Estima-se que 25% das linhas de banda larga móvel operarão em 5G até 2023 em toda a América Latina.

Entre os setores que serão mais positivamente impactados, o estudo aponta os de Tecnologia, Informação e Comunicação (US$ 241 bilhões), Governo (US$ 189 bilhões), Manufatura (US$ 181 bilhões), Serviços (US$ 152 bilhões), Varejo (US$ 88 bilhões), Agricultura (US$ 77 bilhões) e Mineração (US$ 48,6 bilhões).

No caso da indústria, por exemplo, veículos guiados automatizados (AGVs) poderão ser usados em fábricas e armazéns inteligentes, permitindo o planejamento de caminhos flexíveis e a substituição de correias transportadoras. O 5G também permitirá a localização de peças e equipamentos com muita precisão, economizando tempo e otimizando processos.

“O 5G não é apenas um G”, diz o executivo, fazendo referência ao fato de não ser apenas uma evolução do 3G e do 4G. “Essa tecnologia proporcionará a digitalização da sociedade e todas as máquinas, equipamentos e sensores, um grande impulso na economia, além de que todos os elementos conectados irão buscar e trazer informações”, complementa.

Um dos grandes apelos do 5G é o seu potencial de apoiar as ações voltadas às Smart Cities, as cidades inteligentes. Com esta tecnologia, a conectividade nas cidades tende a ser maior, gerando a interconexão entre os dispositivos móveis e a infraestrutura gerada para administrar estes novos conceitos.

No Brasil, onde cerca de 85% da população vive em áreas urbanas, e cidades como São Paulo e Rio de Janeiro estão entre as maiores do mundo, o 5G ajudará a resolver diversos desafios já existentes. De acordo com a pesquisa, a combinação de Big Data e 5G na infraestrutura urbana poderá apoiar os administradores da cidade em várias áreas, como trânsito e transporte. Isso porque, a conexão de infraestrutura urbana de semáforos, estacionamentos e ônibus traria benefícios como redução do tempo de inatividade, otimização do controle de tráfego, identificação rápida de vagas gratuitas e monitoramento de ônibus. Sem falar nas aplicações na área de iluminação e monitoramento de vídeo, para a segurança. O que pode ser um limitador, porém, é a situação financeira dos municípios brasileiros, que deverão ter dificuldade para investir nesta evolução.

Na agricultura, o 5G tem o potencial de ser a única camada de conectividade necessária para conectar casos de usos diferentes, como coleiras de animais, sistemas de irrigação, sensores de equipamentos, câmeras, veículos autônomos e UAVs (drones). A maioria das fazendas no Brasil não possui cobertura de celular, então, os ganhos potenciais ao conectar a força de trabalho e a infraestrutura podem ter um impacto significativo na produtividade do setor.

E a área da saúde, uma das mais importantes neste momento da pandemia? Para Cardoso, o 5G vai potencializar diversas aplicações. “Algumas que estão em teste em algumas partes do mundo, como pequenos veículos autônomos que podem distribuir medicamentos dentro dos hospitais reduzindo o risco de contaminações”, comenta. Outros exemplos são o acesso a resultados de exames em tempo real e diagnósticos remotos.

Mas, quando essa evolução virá? Cardoso explica que a grande expectativa ainda é pelo edital da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “O primeiro desafio é poder contar com o espectro de frequências e o respectivo edital da Anatel, que possibilita o acesso a estas frequências. O segundo ponto é que o edital possibilite o acesso de operadoras regionais a este espectro de frequências. Assim, as operadoras regionais poderão interiorizar o uso do 5G fora dos grandes centros urbanos”, destaca.

Fonte: Jornal do Comércio

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Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/09/01/brasil-nao-esta-preparado-para-tecnologia-5g-quando-o-assunto-e-seguranca-na-internet/

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