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Falta de medicação fornecida pela Sesapi prejudica criança com hemofilia

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O pequeno Miguel Leôncio Chaves Coelho, de apenas 2 anos e 7 meses de idade, possui hemofilia A, uma doença caracterizada por uma deficiência no sangue, que provoca coagulação. Em decorrência da situação, a criança passa por um tratamento com medicação específica, denominada Emicizumabe, que só pode ser fornecida pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesapi), por meio de decisão judicial.

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Em entrevista ao GP1 nesta terça-feira (08), o pai do pequeno Miguel, Mateus Coelho, detalhou a situação do seu filho. O SUS fornece o tratamento para Hemofilia A, porém, o corpo da criança rejeitou a medicação e apresentou resistência. Com isso, foi necessário utilizar Emicizumabe, que somente foi fornecida por 4 meses pela Sesapi, após a família ter conseguido decisão na Justiça.

O sofrimento da família tem sido gigantesco, desde os primeiros meses de vida do Miguel. Assim que ele passou a apresentar hematomas aparentes, como se tivesse sofrido pancadas, os pais acabaram descobrindo a Hemofilia A como causa da coagulação do sangue. As imagens fornecidas pela família, dão conta do sofrimento que a criança sente na pele.

“O meu filho tem Hemofilia A, essa doença não tem cura e necessita de tratamento. Atualmente, o que é fornecido pelo SUS o meu filho apresentou resistência e então surgiu essa nova medicação [emicizumabe], que entramos na Justiça para conseguir. Foi uma vez e deu certo, o juiz aderiu e a Sesapi comprou por 4 meses, mas o prazo expirou. Depois conseguimos novamente na Justiça, o juiz deferiu para mais 3 meses, só que quando chegou na Sesapi, parou a compra. Não soubemos o motivo, mas não justifica a demora, pois é um medicamento”, relatou.

Devido a situação delicada de seu filho, Mateus ainda disse que o restante da medicação será possível ser administrada por mais uma semana, depois disso o pequeno Miguel terá que contar com a Secretaria de Estado da Saúde para seguir o tratamento.

“A medicação dele está acabando, dos 4 meses que conseguimos só fica pelo menos até a próxima semana. Eu tentei, ligando para a Sesapi, eles disseram que o processo segue na diretoria, na primeira vez não ocorreu isso. Agora estamos com essa angústia, porque precisamos do remédio e o tratamento não pode ser interrompido”, ressaltou.

O que diz a Sesapi

Por meio de nota, a Sesapi informou que está aguardando resposta da empresa responsável por fornecer o medicamento e ressaltou que caso o fornecedor não disponibilize a medicação, a Sesapi cumprirá a decisão por meio de depósito judicial.

Confira a nota na íntegra:

A Secretaria de Estado da Saúde esclarece que a medicação está no procedimento de aquisição, estando os autos no momento no setor de compras, aguardando posicionamento do fornecedor para poder disponibilizar para o paciente. Caso o fornecedor não consiga entregar a medicação, a Sesapi cumprirá a decisão judicial por meio de depósito judicial.

Desta forma, possibilitará a realização da compra por parte dos familiares.

Fonte: GP1

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/09/09/quem-sao-as-10-farmaceuticas-com-melhor-posicionamento-nas-midias-digitais/

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