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Indústria multinacional lança franquia de cosméticos naturais e seleciona franqueados

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Há alguns anos têm-se estudado sobre as consequências de substâncias tóxicas nos cosméticos tradicionais. Do alumínio, usado dentro dos desodorantes antitranspirantes como obstrutor de poros e possível fator favorável ao câncer de mama, aos sulfatos, considerados poluentes ambientais.

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Por isso que, de acordo com a Euromonitor International, empresa de pesquisa de mercado inglesa, as formulações orgânicas e naturais estão no top 3 das principais tendências globais do mercado de beleza para os próximos cinco anos, junto com o engajamento digital e o posicionamento ético. Também segundo a empresa, o Brasil é o quarto maior mercado de beleza e cuidados pessoais do mundo, por isso a importância de uma marca brasileira que consiga atender às necessidades de mercado com produtos naturais, orgânicos e veganos.

60% da população brasileira declara preferência por cosméticos naturais.

Na última pesquisa do IBOPE sobre o tema, feita em 2018, 55% declararam interesse por esse tipo de produto, e que consumiriam mais produtos de origem vegana se a embalagem comunicasse melhor, e 60% deles declaram que consumiriam esse tipo de produto se ele estivesse na mesma faixa de preço de produtos que eles estão acostumados a comprar.

E considerando essa estatística tão elevada, é notório que a população pede por produtos não só bons em termos de qualidade, mas também ecologicamente corretos e com valores acessíveis, para que a migração para o mercado natural não envolva um aumento de custo pessoal.

Neste cenário, a Anis, uma das maiores indústrias de cosméticos no Brasil, pretende abrir quiosques nos principais shoppings centers do país. Para as primeiras 100 unidades, o investimento total previsto é a partir de 149 mil reais, em uma franquia completa, com taxa, quiosque e estoque inicial. O franqueado podendo adquirir os produtos direto da indústria, sem intermediários, faz com que a lucratividade do negócio gire em torno de 300 por cento, com retorno do investimento ainda no primeiro lote de vendas.

A Anis, além de ter marcas próprias e consolidadas no mercado, fabrica para mais de 300 marcas brasileiras e europeias, acaba de lançar a Bio’me. Pensando na demanda do mercado de produtos “verdes”, a indústria concebeu a marca com matéria-prima 100% nacional, desde os ingredientes selecionados, até a escolha das comunidades sustentáveis, extrativistas e ribeirinhas como fornecedoras.

Comprar de fornecedores locais é uma das bandeiras da marca, assim como produzir cosméticos de qualidade que sejam veganos, orgânicos, naturais, sem que liberem resíduos poluentes e com embalagens recicladas. “É um desafio, ainda mais porque nós queremos que esse produto seja acessível para o público geral. Mas o propósito fala mais alto”, conta Myrcieli Marconatto, idealizadora da marca.

Há alguns anos têm-se estudado sobre as consequências de substâncias tóxicas nos cosméticos tradicionais. Do alumínio, usado dentro dos desodorantes antitranspirantes como obstrutor de poros e possível fator favorável ao câncer de mama, aos sulfatos, considerados poluentes ambientais.

Myrcieli afirma que é um mercado em crescente exponencial. “Estamos há anos falando sobre sustentabilidade e em como melhorar o planeta, e ter essa consciência hoje em uma marca é quase como uma obrigação. Hoje mesmo as pessoas não veganas ou vegetarianas se interessam por produtos naturais, pois veem neles uma forma de aderir à causa de alguma maneira.”, diz ela.

A preocupação do consumidor com a consciência ambiental por trás da marca que consome cresce a cada dia. Segundo a Nielsen, empresa de coleta de dados, 32% dos brasileiros tem como prioridade o consumo sustentável, e o segmento “verde” concentra mais de 18% do faturamento total do mercado de higiene e beleza no Brasil. Para os consumidores é a escolha no poder de compra e não uma mudança na rotina. Eles já usam esses produtos no dia a dia, e a acessibilidade dos produtos veganos, orgânicos e naturais só vai dar a oportunidade de consumirem esses produtos ao invés de um com mais química.

Fonte: Gazeta de Votorantim

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/09/23/com-farmacia-online-e-remedios-a-us-5-startup-dos-eua-ja-vale-us-15-bilhao/

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