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Metade da população idosa tem deficiência grave de vitamina D

Atualmente, as evidências também vinculam especificamente os resultados da covid-19 e o status de vitamina D

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Com a chegada do inverno e o aumento significativo do número de casos de infecções do trato respiratório como influenza e resfriados, especialistas em imunidade alertam para os cuidados redobrados que os idosos devem ter para reforçar a imunidade, manter a higiene correta de mãos e ambientes, além da vacinação contra gripe, disponível na rede pública de saúde.

A atenção para os níveis de vitamina D adequados no organismo também é aliada da prevenção, é o que aponta artigo publicado na revista científica britânica The Lancet, destacando que a suplementação de vitamina D pode ser especialmente importante para idosos, que, sobretudo, ainda apresentam maior risco de contágio pelo novo coronavírus e de deficiência deste hormônio.

A endocrinologista Marise Lazaretti Castro explica que os idosos fazem parte dos grupos de risco de hipovitaminose D mundialmente. “Pelo grande percentual de deficiência visto entre nossos idosos, metade deles têm deficiência grave e quase 90% estão abaixo das concentrações desejáveis, todos deveriam fazer suplementação com vitamina D. Os benefícios desta reposição sobre a saúde musculoesqueléticas já são bastante conhecidos, e este benefício adicional sobre a redução no risco de infecções agudas respiratórias pode auxiliar, inclusive, durante a pandemia”, aponta a especialista.

Vitamina D além da saúde dos ossos

O texto da Lancet lembra que a vitamina D tem um papel bem caracterizado no equilíbrio de cálcio e fósforo, promovendo a renovação óssea. O baixo nível desse pré-hormônio também está associado a doenças não transmissíveis e a doenças infecciosas, principalmente as do trato respiratório. Especialmente sobre este aspecto, a revista científica cita uma metanálise de dados de 2017 que abrange 11,3 mil pacientes em 25 ensaios clínicos randomizados. Eles mostraram a que suplementação de vitamina D protegia contra infecção do trato respiratório aguda, principalmente em pacientes com níveis de vitamina D muito baixos.

Coronavírus

Atualmente, as evidências também vinculam especificamente os resultados da covid-19 e o status de vitamina D. Segundo o artigo, isso se explicaria uma vez que o SARS-CoV-2, o novo coronavírus, surgiu e começou a se espalhar no hemisfério norte no final de 2019 (inverno local), quando os níveis de vitamina D estão no seu ponto mais baixo. Em uma análise transversal na Europa, a mortalidade por covid-19 foi significativamente associada ao status da vitamina D em diferentes populações.

A autora Fiona Mitchell relata que o papel da vitamina D na resposta à infecção por covid-19 pode ser duplo: apoiar a produção de peptídeos antimicrobianos no epitélio (tecido) das vias respiratórias, ou seja, criando uma barreira de proteção que torna os sintomas de covid-19 menos prováveis e, no segundo momento, colaborando na redução da resposta inflamatória à infecção. A

endocrinologista brasileira, no entanto, destaca que a evolução do quadro de infecção pelo novo coronavírus depende de uma série de fatores – a adequação da vitamina D é apenas um deles. “Pela facilidade, segurança e baixo custo, a suplementação com vitamina D é uma medida que deve ser recomendada, especialmente para os idosos”, reforça a professora.

Fonte: Folha Vitória

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