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Idoso precisa de remédio de R$ 9 mil

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Lutando há cerca de dois anos contra um câncer de próstata, José Brito de Almeida, 69 anos, viu sua condição médica se agravar após a suspensão no fornecimento de seu medicamento pelo Estado. Orçado em R$ 9 mil a caixa, o remédio era um dos principais agentes que possibilitavam uma estabilidade no quadro clínico do idoso, que hoje está há dois meses sem fazer uso do fármaco.

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Ao portal , o filho do idoso, José Ricardo, contou que a suspensão no fornecimento do remédio começou recentemente, no período de pandemia. A entrega dos fármacos foi feita até o mês de junho, provendo estoque do remédio para seo José Brito até o dia dois de agosto, quando a medicação acabou.

José Ricardo conta que não consegue afirmar se a piora no quadro clínico do pai se deve realmente à paralisação no uso do medicamento. Porém, vê a situação como um sinal de que o remédio está fazendo falta no organismo do idoso. Diante da situação, a família acionou a Defensoria Pública, mas o processo de avaliação do caso estaria parado sem análise da Procuradoria Geral do Estado (PGE).

Responsável por buscar o medicamento do pai na farmácia autorizada durante este período de tratamento, José Ricardo conta que o caso de seo José Brito não é uma situação isolada. “São situações muito recorrentes e com várias pessoas pelo que vejo nesses dois anos indo na farmácia. Tem casos que são até mais sensíveis que o do meu pai, tem gente que morre”, conta.

Ele disse ainda que a Abiraterona, fármaco do qual seu pai necessita, é vendida em caixa com 120 cápsulas. O preço do medicamento pode variar substancialmente dependendo da empresa, mas os valores são sempre fora do orçamento da família – uma vez que o idoso é aposentado rural.

Na rede privada, o medicamento pode custar até R$ 9,2 mil, conforme última verificação feita. Contudo, na licitação do Estado, as empresas concorrentes ofereceram a medicação por valores que variavam de R$ 5,5 mil a R$ 8,5 mil. No mês de julho, quando seo José Brito parou de receber o remédio, a família cogitou comprar uma caixa de Abiraterona, mas estava em falta na maioria das distribuidoras e as que ofereciam o produto sem previsão de prazo de entrega o vendiam por mais de R$ 20 mil.

Hoje, os familiares do idoso aguardam a análise da PGE em relação aos três pedidos feitos pela Defensoria Pública sobre a demanda pelos remédios. Paralelamente, a família desembolsa cerca de R$ 2 mil com outros medicamentos e insumos necessários ao tratamento constante do idoso.

Fonte: Folha Max

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/10/19/92-das-prescricoes-nos-eua-custam-menos-de-us-20-revela-estudo/

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