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PF investiga se rede de farmácias lava dinheiro para esquema de irmãos

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A Polícia Federal investiga se uma rede de farmácias com lojas em diferentes pontos do Rio está sendo usada para lavar dinheiro

A Polícia Federal investiga se uma rede de farmácias com lojas em diferentes pontos do Rio está sendo usada para lavar dinheiro para os irmãos Jerônimo e Natalino Guimarães, na Zona Oeste do Rio.

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Há suspeita de que parte deste dinheiro foi utilizada na campanha de Carminha Jerominho à Câmara de Vereadores e de Jéssica Natalino à vice-prefeitura, ambas pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB).

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Documentos da Unidade de Inteligência Financeira (UIF) mostram uma movimentação suspeita de R$ 10 milhões de pessoas ligadas aos dois irmãos.

“Tem que se verificar, inclusive, eventual possibilidade que esse dinheiro fosse utilizado no pleito para compra de voto”, afirmou o delegado Tácio Muzzi, superintendente da PF, no Rio de Janeiro.

Na sexta-feira (13), a Polícia Federal realizou a Operação Sólon contra a ação do grupo na eleição deste ano. Cerca de R$ 340 mil foram apreendidos, sendo R$ 180 mil na casa da advogada Jéssica Natalino, filha de Natalino Guimarães e candidata a vice na chapa de Suêd Haidar pelo PMB à Prefeitura do Rio.

Em 21 de outubro passado, a Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação nesta rede de farmácias. Elas pertenceriam à milícia de Wellington da Silva Braga, o Ecko.

O grupo atua nas regiões Norte e Oeste do Rio e também na Baixada Fluminense. A Delegacia do Consumidor (Decon) investiga a utilização desses estabelecimentos para lavagem de dinheiro da milícia.

Jerominho e Natalino são apontados como os criadores da milícia que nasceu em Campo Grande e hoje domina regiões na Zona Oeste do Rio e na Baixada Fluminense.

Em 2008, a dupla foi presa. No período em que estiveram na prisão, a milícia mudou de comando algumas vezes até chegar nas mãos de Ecko.

O G1 apurou que, quando deixaram a prisão em 2018, os irmãos voltaram a receber uma pequena participação nos negócios do grupo. Não estão mais envolvidos no operacional da milícia que ajudaram a criar, mas são respeitados e vistos como um importante braço político.

“Pelo fato de não ter possibilidade de ser propriamente candidato, a forma de manter, não só poder econômico mas um poder eleitoral, político, é utilizar pessoas próximas para a eleição”, disse Tácio Muzzi.

Jerominho e Natalino cumpriram pena por dez anos. Com o fim do cumprimento da pena em 2018, eles permanecem ficha suja por mais 8 anos, de acordo com a lei. Ou seja, até 2026.

Outro Lado

Em uma rede social, Jerônimo Guimarães, Jerominho, pai de Carminha e tio de Jéssica, disse que o dinheiro não tem nada a ver com ele e que não foi apreendido na casa dele e nem do irmão, Natalino. Segundo eles, os adversários estão preocupados com o crescimento da sua filha Carminha nas pesquisas.

No dia da operação, os irmãos Jerominho e Natalino se disseram surpresos com a operação e disseram que a família está sofrendo uma perseguição política.

Jéssica Natalino não foi encontrada para comentar a operação.

O PMB informou que é um partido ficha limpa e que está à disposição da Justiça para a apuração de fatos envolvendo candidatos da legenda.

Suêd Aidar, presidente nacional do PMB e que era candidata à Prefeitura do Rio, disse que apoia a operação da PF, o Estado Democrático de Direito, investigações policiais e reforça o compromisso com a Constituição, que assegura o contraditório e a ampla defesa de todos. Ela disse que não é alvo de nenhuma investigação.

Fonte: G1

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