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Criança entre 3 e 10 anos pode sentir muita dor na perna sem motivo: o que pode ser?

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Quem tem filhos sabe como é difícil vê-los sentindo dores e, em algumas fases da infância, parecem que elas costumam ser mais persistentes e incomodar com mais frequência. Na fase do crescimento, por exemplo, é possível que as reclamações aumentem.

No entanto, mesmo que pareça um processo comum, é importante estar alerta para as suas causas e prestar atenção aos detalhes, ainda que seja apenas para encontrar formas de aliviar.

Como identificar a dor na fase de crescimento?

Dor é sempre um sinal de alerta. Por isso, é comum que pais comecem a se preocupar ao perceber que seus filhos estejam convivendo com ela. Reclamações ou até dificuldade de caminhar podem ser indícios de um problema.

Segundo o vice-presidente do Depto. de Ortopedia da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo), Dr. Nei Botter Montenegro, a dor nunca deve ser tratada como algo habitual ou natural. Ainda assim em alguns casos é possível não encontrar a raiz do problema.

“Uma coisa que muita gente comenta é a dor do crescimento. Crescer, se causasse dor, deveria ser uma coisa habitual e comum, porque as crianças estão em idade de crescimento. Então, não é uma tradução correta, diferente de falar de dor na fase do crescimento. Na fase do crescimento pode acontecer de existirem dores e elas não terem um motivo no qual se entenda a razão”, explica o especialista.

Para o médico, é importante dizer que crescer não causa necessariamente dor. Afinal, se fosse assim, todos que crescem deveriam sentir dor, o que não acontece.

Dor na fase de crescimento é preocupante?

Mesmo que possa ser um sintoma sem causa definida, para Dr. Nei Botter Montenegro é importante investigar a dor. “Temos que ter em mente que não é um sintoma comum. A primeira coisa que se tem que fazer é examinar a criança, para verificar no exame físico qual é a área que está causando dor. O mancar também pode indicar que a criança está sentindo dor, principalmente, quando ela não consegue ainda verbalizar corretamente o que ela está sentindo”.

Outros detalhes, aliás, devem ser indicativos de alerta. “Quando existe uma frequência muito grande da ocorrência da dor, quando existe uma localização em que a criança consiga mostrar onde ela está sentindo a dor é que a gente deve se preocupar”.

Para conseguir avaliar melhor, o médico sugere que os pais façam um acompanhamento da dor, como anotar dias e regiões em que a criança costuma sentir o incômodo. “É importante a história antes do início da dor e se ela tem uma periodicidade, se essa dor vem associada a um esforço que possa estar causando ou dando início ela”.

O que fazer para aliviar a dor?

Por ser uma dor sem causa definida, a sugestão do especialista é não utilizar analgésicos ou anti-inflamatórios com frequência e nem mesmo a imobilização. “Porque a movimentação é necessária pra que, durante o crescimento, a musculatura melhore em relação à força e ao alongamento”, explica.

Sendo assim, as opções mais indicadas são mais pontuais. “Muitos pais relatam que a massagem no local na área muscular melhora”, aponta.

Além disso, para as crianças que costumam sentir mais dor à noite, há outras opções como atividades físicas até o meio da tarde, banhos e compressas quentes antes de dormir e evitar estímulos com TV e computadores.

Fonte: VIX

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