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Hipertensão: números dão sinal de alerta

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Pesquisa Nacional da Saúde, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada na última quarta-feira, mostra que 23,9% dos adultos acima de 40 anos sofrem de hipertensão, ou seja, de cada quatro brasileiros, um tem a doença. Os dados apontam, ainda, que 52% dos adultos têm, ao menos, uma doença crônica, 40% da população são de sedentários e 14% comem alimentos ultraprocessados regularmente. Para o cirurgião cardiovascular Isaac Azevedo, entrevistado, ontem, no CB Saúde –– uma parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília —, os números são preocupantes.

“A hipertensão não só pode ,como precisa ser controlada. As pessoas precisam mudar a dieta, perder peso, se alimentar melhor e realizar atividades físicas. Em último caso, devem fazer uso da medicação”, salientou.

O médico deixa claro que não se conhecem totalmente as causas da hipertensão. O que se sabe é que é uma doença multifatorial e é influenciada por questões como estresse, alimentação e etnia. Azevedo lembra que o controle é essencial para tirar as pessoas da fila do Acidente Vascular Cerebral (AVC), causado em grande parte pelo descontrole da pressão arterial, que ainda pode ser acompanhada da diabetes. “O diabetes e a hipertensão são fatores de risco para desenvolver complicações, como o AVC, doenças renais e cardiovasculares. Também o diabetes é multifatorial: obesidade, estresse e sedentarismo também vão aumentar as probabilidades de desenvolvimento da doença”.

Para Azevedo, é essencial que a população afira regularmente a pressão e os níveis de glicose, pois isso é capaz de traçar um perfil do organismo daquele indivíduo e ajudar o médico a perceber algo diferente antes que seja tarde. “A hipertensão não traz sintomas. Quando algum aparece, é porque se desenvolveu há muito tempo e, na verdade, as consequências disso já estão em desenvolvimento”, observou.

Segundo o médico, a população negra está mais vulnerável à hipertensão e ao diabetes. “Não só atingem mais como, em geral, o desenvolvimento é mais precoce e mais grave também”.

* Estagiário sob a supervisão de Fabio Grecchi

Fonte: Correio Braziliense

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