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Pais conseguem na Justiça remédio importado para filho

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Bebê nasceu há um mês com hiperinsulinismo; ontem a família recebeu a notícia de que o medicamento será liberado

Pyerre Ferreira de Oliveira nasceu no dia 16 de outubro e desde então está internado na UTI Neonatal da Santa Casa de Limeira. O recém-nascido tem uma doença rara e precisa de um medicamento que não existe no Brasil. Os pais Michele e César Oliveira só vão conseguir levá-lo para casa quando conseguirem esse remédio.

O bebê foi diagnosticado com hiperinsulinismo, que causa hipoglicemia (baixa glicose no sangue). “O pâncreas produz mais insulina do que glicose, o que pode causar convulsão e ele entrar em coma. Na Santa Casa, ele toma a medicação na veia, por isso está com acesso venoso. Assim consegue controlar a glicemia. Meu filho precisa dessa medicação, em comprimido, para poder ir para casa. E só tem nos EUA e não é autorizado pela Anvisa“, explica o pai.

Segundo César, eles entraram com uma ação na Justiça para conseguir o medicamento, que é o diazóxido. Ele conta que a Santa Casa e Diretoria Regional de Saúde (DRS) tentaram conseguir o remédio, mas foi negado. Ele então entrou com processo na Justiça de Limeira, que não aceitou o pedido, e depois ingressaram com ação na Justiça Federal, que deu ganho de causa ontem para os pais. “Conseguimos e meu filho terá a medicação e o governo deverá fornecer. O prazo é de 20 dias para poder liberar a medicação, mas pode ser que semana que vem já esteja no Brasil. Depois são mais cerca de três dias para que possamos levar o Pyerre para casa”, diz o pai.

Cesár ainda comenta que a doença não foi diagnosticada por exames na gestação. “Descobriu depois que o Pyerre nasceu e já teve que ir para UTI”, diz.

Os pais receberam um relatório da Santa Casa para que pudesse inserir na ação judicial. No documento, a médica explica que “a criança permanece internada com necessidade de medicação endovenosa para controle de glicemia. Necessita da medicação diazóxido para retirada da endovenosa e possibilidade de alta hospitalar para acompanhamento ambulatorial específico. Até o momento aguardamos a possibilidade de inclusão no ambulatório de Endocrinologia da Unicamp, uma vez que foram esgotadas as possibilidades de aquisição da medicação diazóxido em forma de comprimido, nas apresentações de 25 g e 100 mg por cápsula”.

Fonte: Gazeta de Limeira

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