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Cirurgiões- dentistas alertam que não há comprovação científica de que bochechos com enxaguantes matam coronavírus

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Muito se tem falado sobre uma possível eficácia de enxaguantes bucais na prevenção da Covid-19. Em março deste ano, no início da pandemia, um estudo chinês apontou que um bochecho pré-procedimento odontológico com peroxido de hidrogênio a 1% seria capaz de diminuir a carga viral da saliva.

Mais recentemente, outro estudo, conduzido por cientistas da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, apontaram que havia “sinais promissores” de que os bochechos com enxaguante bucal com 0,07% de CPC (cloreto de cetilpiridínio) também poderiam ajudar a destruir o vírus.

Karem Ortega, membro da Câmara Técnica de Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais do CROSP alerta que, em ambos os casos, não há qualquer embasamento científico.

No estudo do bochecho pré-procedimento odontológico, mesmo que fosse possível remover parte da carga viral através do uso do bochecho pré-procedimento, a saliva seria recontaminada muito rapidamente por novas partículas virais. Quanto ao segundo, Karem esclarece que estudos conduzidos in vitru oferecem baixas evidências científicas. “São bochechos comuns e corriqueiros e a disseminação de tal tipo de informação pode levar a uma falsa sensação de segurança”, diz.

Fonte: Portal 2 MAIS FARMA

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