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Gonorreia: prevenção deve ser intensificada

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Em virtude da resistência cada vez maior da bactéria causadora da gonorreia a Secretaria de Estado da Saúde (SES) pretende intensificar ações educativas em combate à essa e outras doenças sexualmente transmissíveis, através de palestras educativas e oferta de preservativos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a gonorréia afeta 78 milhões de pessoas a cada ano e em 77 países aponta para o uso de medicamentos que não mais produzem efeito no tratamento.

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No Brasil, de seis a 30% das variantes bacterianas não respondem mais a algumas drogas existentes contra a gonorreia.  Segundo o coordenador do Programa IST/Aids, o médico Almir Santana, a doença é mais comum entre os homens. Ao atingir mulheres, geralmente, não apresenta sintomas, sendo portanto mais difícil de identificar. “Somente cerca de 20% das mulheres podem apresentar sintomas, como pus, corrimento amarelado e ardor ao urinar, sendo esses últimos mais comuns três dias após a relação sexual”, declarou.

Almir Santana ainda frisa que quem tem gonorréia aumenta em até cinco vezes os riscos de contrair HIV, visto que a gonorréia provoca diminuição da barreira na área genital, tornando a pessoa infectada mais vulnerável, caso tenha relações sexuais com um parceiro também infectado, sem uso de camisinha. “Por isso que o trabalho de prevenção realizado pela SES, através da coordenação de IST/Aids, envolve todas as infecções, visto que a aquisição de uma pode agravar a disseminação de outra infecção”, acrescentou.

Dados do Programa IST/Aids apontam a gonorreia como uma das infecções que compreendem a síndrome do corrimento uretral. Além dessa infecção sexualmente transmissível, fazem parte outras, como sífilis e hepatites virais.  No que diz respeito à síndrome, 100 casos foram registrados em 2016. De janeiro até 7 de julho deste ano, Sergipe registrou mais dois casos, comparado ao quantitativo apurado no mesmo período do ano passado.

Em função da resistência apresentada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae aos medicamentos mais usados para combatê-la, a recomendação dada a todos os cidadãos é o uso consistente e correto de camisinha durante a relação sexual, em decorrência das mutações sofridas pela bactéria. Diante desse cenário, há possibilidade de surgirem em caráter de urgência novos tratamentos com medicamentos já existentes, avaliando inclusive a possibilidade de combinação de medicamentos para uso na saúde pública. A Neisseria gonorrhoeae não causa apenas problemas na área genital do indivíduo infectado, mas também lesões nas articulações, que é a artrite gonocócica, e pode até provocar esterilidade, principalmente em mulheres.

Fonte: Info Net

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