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Canal farma inicia preparativos para implantar logística reversa

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O mercado farmacêutico já se prepara para iniciar, no segundo semestre deste ano, a implantação do sistema de logística reversa de medicamentos. De acordo com a Anvisa, esse modelo pode contribuir para evitar o desperdício anual de cerca de 30 mil toneladas de remédios, descartados indevidamente pelos consumidores.

A logística reversa está prevista no Decreto nº 10.388, em vigor desde o início de dezembro, e será programada em duas etapas. A primeira compreende o período de 2021 a 2023 e municípios com população acima de 500 mil habitantes. As cidades com mais de 100 mil habitantes entram na sequência, no intervalo entre 2023 e 2026. As empresas que não se adequarem estão sujeitas a multas de até R$ 50 milhões e suspensão da licença ambiental necessária para seu funcionamento.

Varejo preparado

Segundo a norma, o varejo farmacêutico precisa disponibilizar um ponto de coleta para cada 10 mil habitantes nas farmácias e drogarias. Segundo informações do Valor Econômico, a capital paulista deverá contar com 1.200 pontos. A previsão é que haja mais de 600 no Rio de Janeiro, 300 em Brasília, 270 em Fortaleza, 260 em Manaus, 160 em Goiânia e 150 em Porto Alegre. São Paulo já está mais adiantada nesse processo e algumas drogarias já oferecem pontos de coleta por conta própria.

“A regulamentação demorou dez anos por não haver consenso. Mas as farmácias já tinham uma prática por conta própria, com a contratação de terceiros. Agora, todos os setores estão envolvidos”, celebra Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma, em entrevista ao Valor Econômico.

Estudos na indústria

A indústria farmacêutica, por sua vez, ainda realiza estudos para avaliar o impacto financeiro da logística reversa, cujo custo ficará a cargo do setor. De acordo com Nelson Mussolini, presidente do Sindusfarma, a dificuldade dos laboratórios está no fato de não haver aumento de preços previsto com o novo sistema.

O dirigente também afirma que deve se considerar que o produto é diferente de outros setores. “A ideia é que os medicamentos sejam vendidos para não sobrar na casa das pessoas, que elas façam o tratamento completo e não estoquem remédios”, afirmou.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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