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Amazon afeta estratégia do varejo farmacêutico tradicional

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A Amazon entrou de vez no mercado farmacêutico ao lançar nesta terça-feira, dia 17, a venda online de medicamentos com

A entrada da Amazon no varejo farmacêutico, por meio da Amazon Pharmacy, fez muito mais do que provocar a queda de 8% nas ações de players como CVS Health e Walgreens. O novo modelo de negócios, fundamentado nas vendas digitais, já interfere nas estratégias das redes de farmácias tradicionais. As informações são da Veja.com.

Para mudar ainda mais esse cenário, a Amazon Pharmacy lançou um sistema de venda com descontos de até 80% para clientes do programa de fidelidade Prime que não tenham seguro, com entrega gratuita. Em reação a esse movimento, o varejo farmacêutico dos Estados Unidos reforçou a aposta em novos serviços e já planejam um mega esquema para garantir a imunização em massa dos norte-americanos contra a Covid-19.

A mais recente iniciativa para ampliar o escopo de atendimento aos clientes partiu da CVS, que se uniu a uma associação médica de combate ao câncer para viabilizar o atendimento quimioterápico em domicilio, aliado a sessões de telemedicina.

Brasil atento aos novos modelos

Embora essa concorrência não se estenda ainda ao varejo farmacêutico brasileiro, as empresas já se movimentam. E na visão de analistas do setor, a Raia Drogasil é uma das redes mais avançadas nesse quesito. O planejamento estratégico dos próximos cinco anos contempla a intensificação de projetos digitais e o fortalecimento da plataforma de marketplace, lançada no fim de 2020.

A representação das vendas online na receita da companhia, inclusive, saltara de 2% para mais de 7% em 2020. Mais de 80% dos produtos são entregues em até 4 horas, focado basicamente na entrega feita pelas farmácias vizinhas dos clientes. Qualquer remédio com prescrição pode ser comprado pela internet.

No entanto, o presidente do grupo, Marcilio Pousada, ainda entende que a loja física é a chave para cativar o cliente brasileiro.

Na sua visão, os clientes do varejo farmacêutico não vão abandonar a loja física pois querem, por exemplo, sair do pronto-socorro e comprar o remédio imediatamente. A farmácia inclusive tem, desde 2018, um sistema de compre e retire.  E para agregar conveniência a esse atendimento no ponto de venda, as unidades da rede vão passar a contar com ambientes em que os clientes podem fazer consultas médicas rápidas via telemedicina.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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