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Bolsonaro tentou sabotar medidas de prevenção à Covid, diz relatório de ONG

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A organização não-governamental Human Rights Watch divulgou, nesta quarta-feira (13), o relatório anual sobre a defesa dos direitos humanos em mais de 100 países. O documento classifica o presidente americano Donald Trump como um desastre para os direitos humanos e afirma que o presidente Jair Bolsonaro tentou sabotar medidas de prevenção à Covid.

A pandemia teve destaque no capítulo sobre o Brasil no relatório, que começa dizendo: “O presidente Jair Bolsonaro tentou sabotar medidas de saúde pública destinadas a conter a propagação da pandemia de Covid-19″.

O documento ressalta que o presidente chamou de “gripezinha”; recusou-se a adotar medidas para proteger a si mesmo e as pessoas ao seu redor; disseminou informações equivocadas; e tentou impedir os governos estaduais de imporem medidas de distanciamento social. Além disso, seu governo tentou restringir a publicação de dados sobre a Covid-19.

A diretora da ONG no Brasil destacou que as ações do presidente não se basearam na ciência. Um trecho do documento mostra que esse foi um dos motivos da saída de dois ministros da Saúde: Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

“Não só ele fracassou, mas ele ativamente agiu contra as medidas que poderiam conter a crise. E isso é um desrespeito absoluto em relação à vida e à saúde das pessoas. Isso é muito grave”, afirma Anna Livia Arida, diretora adjunta da Human Rights Watch do Brasil.

A Human Rights Watch destacou que, diante da atuação do governo, os outros poderes reagiram. O Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal tomaram decisões para tentar proteger a população da doença. Além disso, estados e municípios adotaram políticas de distanciamento social para evitar a propagação do vírus.

O relatório também reforçou o papel da imprensa. “As instituições e a imprensa têm que continuar vigilantes para ter para fazer um contrapeso das decisões do governo federal”, diz César Muñoz , pesquisador sênior da organização.

Além da pandemia, o documento destaca a violência policial. Houve aumento no número de “mortes provocadas por policiais, o que contribui para um ciclo de violência que compromete a segurança pública”.

E a política ambiental foi duramente criticada. O relatório diz que “redes criminosas que, em grande parte, são responsáveis pelo desmatamento ilegal na Amazônia, continuaram a ameaçar e até mesmo a matar indígenas, moradores locais e servidores públicos que defendem a floresta”.

O JN procurou o Palácio do Planalto e os ministérios da Justiça e do Meio Ambiente, mas não teve resposta.

Fonte: G1

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