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Conheça a ‘clean beauty’, tendência que prioriza os cosméticos naturais

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A demanda por produtos naturais para o corpo, o rosto e os cabelos cresce proporcionalmente à preocupação com o meio ambiente. O movimento de autocuidado sem descuidar do planeta trouxe de carona reflexões sobre desafios urgentes, como questões ecológicas, sustentabilidade e consumo consciente. A cautela em relação ao que a gente ingere, absorve e joga de volta na natureza nunca foi tão grande, e é a principal responsável em fazer da cleanbeauty a principal tendência da beleza em 2021.

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Os números não mentem. De acordo com um relatório do British Beauty Council, o mercado global de beleza natural deve atingir 17 bilhões de libras em 2024 (cerca de R$ 127 bilhões). Segundo a consultoria Grand View Research, a venda de cuidados pessoais orgânicos deverá atingir US$ 25,11 bilhões até 2025 (cerca de R$ 136 bilhões). No Brasil, aponta que o mercado de cosméticos naturais já movimenta cerca de R$ 3 bi por ano.

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“O crescimento do segmento anda de mãos dadas com consumidores que esperam que os produtos tenham o mesmo padrão de desempenho dos convencionais em termos de eficácia, segurança e prazo de validade. Algumas marcas já estão trabalhando em formulações que combinam ciência com natureza, garantindo que os ingredientes apresentem resultados, sem prejudicar a saúde ou o planeta”, observa Bruna Ortega, expert de beleza da WGSN, autoridade global em tendências de consumo.

“Já sigo essa corrente há algum um tempo. Como estudo muito peles sensíveis, sempre busco usar menos ativos irritativos ou tóxicos nas fórmulas”, diz a dermatologista Juliana Neiva, do Rio de Janeiro. Ela lembra que a sensibilidade não é frescura, mas uma característica que pode acontecer mesmo em quem sofre com oleosidade em excesso. “É uma pele que reage mais a componentes de formulação, mesmo pouco alergênicos”, explica. Estamos falando de parabenos, sulfatos, ftalatos (substância química presente em cosméticos), toluenos, formaldeídos, corantes artificiais e fragrâncias sintéticas, por exemplo. Por isso, o movimento da clean beauty, que prioriza produtos com ingredientes não tóxicos, é especialmente interessante para pacientes com histórico de rosácea, dermatite, atopias e alergias.

A dermatologista Luciana Garbelini, de São Paulo, vai ainda mais longe. Ela explica que existem elementos que podem ser prejudiciais à saúde. “Alguns são cancerígenos, outros causam distúrbios hormonais e podem desencadear alergias, sensibilidade e inflamações”, alerta. Quem em sã consciência não escolheria ficar longe dessa turma? Está aí o motivo para a onda da beleza limpa só crescer.

“Os benefícios alcançam qualquer idade ou pele. Quem busca por produtos que não contenham substâncias potencialmente tóxicas, sem deixar de lado os benefícios prometidos, só tem a ganhar. Para peles sensíveis, o que inclui as maduras, é muito conveniente”, observa Luciana.

Outro ponto crucial desse conceito é a transparência em relação aos processos de produção, tipos de embalagens utilizadas (precisam ser sustentáveis) e as informações contidas no rótulo — um estudo feito pela The NPD Group, empresa americana de pesquisa de mercado, aponta que 50% das mulheres buscam informações na internet sobre a formulação de um item antes de adquiri-lo. E, de acordo com a filosofia da beleza limpa, é fundamental a listagem no rótulo de todos os ingredientes incluídos na formulação.

Usar produtos cada vez menos agressivos à nossa pele e à vida no planeta parece, sim, um caminho sem volta.

Fonte: Yahoo Finanças 

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