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Busca por droga do “tratamento precoce” da covid explode no AM

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Em Manaus, a busca por droga indicada pelo governo Bolsonaro como ‘tratamento precoce’ da doença explodiu no comércio local em 2020. Trata-se da ivermectina, indicada para matar piolho, ácaros e outros parasitas.

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Essa busca é resultado da pandemia de coronavírus (covid-19) no Amazonas, que mudou muita coisa na rotina da população, como os remédios e produtos de saúde mais buscados nas drogarias.

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Com isso, a ivermectina teve crescimento expressivo de 5.819% para as caixas com quatro comprimidos e de 1.293% para as caixas com dois.

Ao lado da cloroquina, a ivermectina é defendida como ‘tratamento precoce’ pelo presidente da República e até pelo ministro da Saúde, embora sem nenhuma comprovação científica de eficácia contra o coronavírus.

Síndrome gripais

Remédios utilizados para tratar sintomas de síndromes gripais também ganharam destaque. A dipirona, conhecida por amenizar dores de cabeça e baixar a febre, teve crescimento de 83% na caixa com dez comprimidos.

No que se refere às vitaminas, os percentuais variam bastante por conta das diferentes opções de marcas, mas as três redes do grupo venderam mais de 800 mil vitaminas ao longo de 2020.

O número abrange as vitaminas C, a mais popular, e D e Zinco, dentre outras.

Outros produtos

Outros produtos, como máscaras, álcool em gel e oxímetro também foram bem procurados, o que proporcionou lucro ao principal grupo de redes de drogarias da capital. Três dessas respondem por mais de 50% do mercado local.

De acordo com os dados do grupo Tapajós, que administra três redes de drogarias, na comparação entre 2020 e 2019, a venda do álcool em gel cresceu 62%, a de luvas, 78%, termômetros também 78% e a de máscaras e oxímetros 100% para ambos, com tendência de crescimento ainda maior nestes primeiros meses de 2021.

‘Antes da pandemia, nós não tínhamos para venda alguns desses produtos. Fizemos uma adequação no mix das farmácias para ajudar os clientes a encontrarem o que procuravam, mas, com a pandemia, tudo mudou’, disse Sabrine Cordeiro, coordenadora farmacêutica do grupo.

Onda ou tendência

Sem poder afirmar quando a pandemia vai acabar, a pergunta para o mercado farmacêutico é: essa alteração na lista de produtos mais vendidos é apenas uma onda ou uma tendência que veio para ficar?

Segundo Sabrine Cordeiro, a segunda opção, embora com menor adesão futuramente.

‘Existe um padrão de saúde pública para cada doença, ou seja, você sabe como tratar e prevenir. Logo, como a covid-19 não vai simplesmente sumir, o que aprendemos sobre o patógeno seguirá no futuro’, disse.

Ela cita como exemplo o do oxímetro, que antes era mais ligado aos profissionais de saúde. ‘Hoje, é de extrema importância um paciente com covid-19 monitorar a quantidade de oxigênio no sangue’, completa.

Com todos os altos e baixos do mercado, em 2020, o grupo Tapajós cresceu 7% em relação a 2019 e a perspectiva para 2021 é crescer até 12%, segundo o diretor de marketing, vendas e consumer experience, Fernando Ferreira.

Fonte: BNC Amazonas

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