Notícias do setor farmacêutico

Vacina brasileira contra Covid-19 termina estudos pré-clínicos e depende de mais recursos

164

Uma vacina contra a Covid-19 produzida pelo Centro de Tecnologia em Vacinas (CT-Vacinas), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), deve começar a ser aplicada em voluntários humanos em março e depende da continuidade de recursos para o desenvolvimento dos testes. As informações são do portal UOL.

Com a primeira etapa da pesquisa concluída, o teste em humanos ocorre em três fases, durante 12 a 14 meses. Segundo a coordenadora do CT-Vacinas, Ana Paula Fernandes, as duas primeiras etapas – nas quais o imunizante será avaliado em um grupo de 40 pessoas – têm custo de R$ 30 milhões. Nessas etapas, também é necessário que os laboratórios da Fundação Ezequiel Dias (Funed) sejam otimizados para a produção da vacina em escala industrial.

Na terceira fase de testes, 20 mil voluntários receberão a vacina, possibilitando a análise da resposta imune contra o coronavírus. Conforme Fernandes, o investimento para a fase 3 deve superar R$ 100 milhões. Dessa forma, é necessário pelo menos R$ 130 milhões para que os testes sejam realizados. A cientista afirma que o montante é menor que aqueles feitos para a transferência das tecnologias de imunizantes produzidos no exterior.

Ana Paula ressalta que, como o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) é completamente produzido no Brasil, a vacina deve ser muito importante para o País. “Esse processo vai ser um marco histórico, que será replicado a outros processos, para que o Brasil tenha independência nessa área estratégica, que é a vacinação da população”, afirmou a coordenadora.

Imunizante brasileiro

O imunizante da UFMG usa vetores virais capazes de codificar proteínas do coronavírus, estimulando a produção de resposta imune sem causar a doença. A tecnologia é semelhante à da vacina de Oxford. O desenvolvimento teve início em fevereiro de 2020, logo com o início da pandemia do país. Já foram investidos R$ 5 milhões no estudo, recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Trinta profissionais da UFMG estão envolvidos na pesquisa, que também tem apoio de pesquisadores da Fundeb, da Friocruz e da Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


Cadastre-se para receber os conteúdos também no WhatsApp  e no Telegram

Jornalismo de qualidade e independente
Panorama Farmacêutico tem o compromisso de disseminar notícias de relevância e credibilidade. Nossos conteúdos são abertos a todos mediante um cadastro gratuito, porque entendemos que a atualização de conhecimentos é uma necessidade de todos os profissionais ligados ao setor. Praticamos um jornalismo independente e nossas receitas são originárias, única e exclusivamente, do apoio dos anunciantes e parceiros. Obrigado por nos prestigiar!

Leia também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2021/03/01/lucro-da-hypera-pharma-aumenta-dois-digitos-em-2020/

 

Receba atualizações em tempo real diretamente no seu dispositivo, inscreva-se agora.

Você pode gostar também

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar Consulte mais informação

Perdeu sua senha? Digite seu nome de usuário ou endereço de email. Você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.