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E-commerce aquece mercado de galpões logísticos

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E-commerce aquece mercado de galpões logísticos
Galpão da GLP Jundiaí III

O isolamento social provocado pela pandemia de Covid-19 levou ao faturamento recorde de R$ 145 bilhões do ­­e-commerce em 2020, com crescimento de 61% sobre o ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm). Essa tendência estimulou ainda o mercado de galpões logísticos, o que se refletiu diretamente no canal farma.

Dados da consultoria imobiliária JLL apontam que, só nos dois primeiros meses de 2021, distribuidores e operadores logísticos já locaram cerca de 32 mil m² de novos galpões. E o mercado farmacêutico respondeu por cerca de 20% dessa demanda.

Com sede em Ribeirão Preto (SP), a distribuidora de medicamentos Dislab foi uma que buscou novos endereços para quatro centros de distribuição da empresa, a fim de dobrar a capacidade logística para os próximos cinco anos. Em 2020, as mudanças foram nos CDs em Várzea Grande (MT) e São João do Meriti (RJ). E neste ano, é a vez de Aparecida de Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).

“O mercado total de medicamentos cresceu 11% em 2020, impulsionado pelos genéricos, similares e não medicamentos, que são o escopo do nosso negócio. E o segmento de distribuição tem como característica essa constante movimentação para galpões de maior porte, em função de categorias específicas que exigem ampliação de espaço físico”, explica Flávio Andrei, diretor executivo da Dislab.

Outra característica é a busca por galpões logísticos terceirizados. “Não faz sentido para nós mobilizar investimentos para construir galpões se estamos em constante necessidade de ampliação a cada dois ou três anos. Além de não ser operacional, desvia o capital que poderia ser convertido em mercadoria”, ressalta o executivo. A Dislab projeta um crescimento de 20% a 25% para 2021Flávio Andrei, diretor executivo da Dislab.

Flávio Andrei, diretor executivo da Dislab
Flávio Andrei, diretor executivo da Dislab

Movimento inverso

O canal digital também fez companhias consolidadas no mercado de logística buscarem novos nichos no varejo farmacêutico. É o caso da argentina Andreani, especializada em operação logística para as indústrias farmacêutica e de saúde. Nos próximos 30 dias, a empresa abrirá uma farmácia online para atender o público final.

Ramon Peres, gerente comercial da Andreani
Ramon Peres, gerente comercial da Andreani

“A ideia é que laboratórios, que já contam com toda infraestrutura de estoque e armazenagem, possam comercializar seus produtos em nossa loja. A venda, divulgação, separação e entrega ficam por nossa conta”, explica o gerente comercial Ramon Peres. O e-commerce contará com um portfólio completo de medicamentos, itens de saúde e nutrição, além de dermocosméticos.

Maiores demandas por galpões logísticos

André Romano, gerente de Industrial e Logística da JLL, também observou um aumento da procura por galpões logísticos por parte das empresas do setor farmacêutico. “As nossas maiores demandas vêm de operadores logísticos. Para as empresas é muito mais vantajoso esse processo, uma vez que o contrato é muito mais maleável”, afirma.

André Romano, gerente de Industrial e Logística da JLL
André Romano, gerente de Industrial e Logística da JLL

Outra movimentação detectada pelo mercado é a busca por regiões mais acessíveis financeiramente. “Observamos o que ocorreu no Rio de Janeiro recentemente, como no caso de Jacarepaguá, que era um polo farmacêutico muito tradicional e ao longo do tempo foi se tornando residencial, o que aumentou o valor de mercado. Neste ano ajudamos algumas empresas do setor a vender suas instalações para incorporadoras residenciais e a procurar endereços em locais mais baratos, como Duque de Caxias e Santa Cruz”, acrescenta.

A grande concentração ainda está no Estado de São Paulo. Cidades como Barueri, Itapevi e Jandira têm um polo farmacêutico forte. Em Minas Gerais, a cidade de Extrema foi alvo de 42% da procura por galpões logísticos do estado. Há algum tempo Extrema é a bola da vez do mercado de galpões logísticos, pois, além da localização estratégica próxima aos maiores centros de consumo do país, tem uma política de acolhimento de novas empresas com benefícios fiscais estaduais e municipais. “As cidades catarinenses de Itajaí e Joinville, assim como o Nordeste, também são regiões secundárias bastante aquecidas”, finaliza Romano.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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