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Consumo das Classes C e D na Bahia tem queda de 10%

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A Bahia fechou março com uma queda de 10% no consumo das classes C e D ante ao mês anterior, segundo dados da Pesquisa de Hábitos de Consumo das Classes C e D da Superdigital, fintech do Santander. Esse levantamento é mensal e busca traçar o perfil do consumidor dessas classes sociais. É mais um mês no qual os baianos apresentam recuo, já que em fevereiro, em relação a janeiro, a retração foi de 18%. A média do Brasil caiu em 4% nesse período.

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A pesquisa aponta que os gastos que mais caíram na Bahia foram Hotéis e Motéis (-26%), Restaurantes (-17%) e Lojas de Roupas (-14%). Na outra ponta, subiram os gastos com Diversão e Entretenimento (48%) e Prestadores de Serviços (30%).

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Os baianos tiveram o segundo pior resultado entre os nove estados pesquisados, com um desempenho melhor apenas que o do Rio de Janeiro, com retração de 14% no período. No Nordeste, além da Bahia, foram observados os cenários de Pernambuco e Ceará, que apresentaram um recuou de, respectivamente, 0,1% e 1%. Na pesquisa de fevereiro, em relação a janeiro, a queda dos três estados nordestinos tinha ficado em 13%, Pernambuco; 18%, Bahia; e 43%, Ceará.

Ao analisar os dados por região, a região Nordeste registrou queda de 4%, enquanto que o Norte e Sul apresentaram declínio de 1% cada. A região que teve um maior recuo foi no Sudeste, que repetiu a tendência registrada no mês anterior, com retração de 6%.

Segundo Luciana Godoy, CEO da Superdigital no Brasil, a pesquisa aponta que o movimento se deve, em parte, às famílias estarem mais em casa, por conta do distanciamento social imposto em boa parte do País.

‘Mas podemos perceber que, além da sensível queda, houve uma mudança na forma de consumo, com uma migração relevante para itens mais necessários em casa e compras online. Além disso, pudemos ver outras mudanças de hábitos, como o aumento dos gastos com combustíveis e a queda dos gastos com transporte. Ou seja, as pessoas, em março, reduziram o uso de transportes públicos e deram preferência ao automóvel’, diz.

Em termos setoriais, as maiores quedas registradas no Brasil em março na comparação com fevereiro foram em Restaurantes (-6%), Lojas de Roupas (-5%), Transportes (-5%) e Serviços (-4%). Enquanto isso, cresceram os gastos com Diversão e Entretenimento (32%), Combustível (11%), Drogaria e Farmácia (10%) e Supermercado (8%).

‘Se detalharmos cada segmento, entenderemos mais os efeitos gerados do isolamento social. Por exemplo, o que apresentou grande aumento nos gastos em Diversão e Entretenimento foi a aquisição de jogos online’, explica a executiva.

Outro ponto a observar na pesquisa em março é que, além do aumento dos gastos em Supermercados, a categoria esteve mais presente no orçamento dos brasileiros das classes C e D, com três pontos percentuais a mais. Enquanto que a participação de Restaurantes caiu um ponto percentual.

Na análise do valor médio de cada compra no mês de março é possível observar aumento nas categorias Farmácia, Prestadores de Serviços e Combustível, principalmente. Em contrapartida, os consumidores gastaram menos em Hotéis e Motéis, Automóveis e Veículos, Restaurantes e Transporte. A pesquisa também reforça a tendência de queda nas compras físicas, dando mais espaço às compras online.

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