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7 perguntas e respostas sobre a pílula do dia seguinte

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A pílula do dia seguinte é abortiva? Quanto tempo após a relação desprotegida devo tomá-la? Ela é eficaz? São muitas as dúvidas acerca da pílula do dia seguinte, o contraceptivo de emergência que é vendido nas farmácias sem necessidade de receita médica.

Para esclarecer essas e outras questões, o portal do Dr. Drauzio Varella conversou com o dr. Donizetti Ramos dos Santos, médico do Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, e com a dra. Marta Curado, presidente da Comissão de Anticoncepção da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Quando devo usar a pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência, portanto deve ser utilizada somente em último caso.

Ela deve ser usada, por exemplo, quando a camisinha estoura no momento da ejaculação. Ou quando a mulher se esquece de tomar a pílula anticoncepcional durante dois, três dias e só se lembra após a relação.

Em casos de estupro ela também é amplamente utilizada. Portanto, não se deve fazer de seu uso um hábito nem tomar mais que uma dose por mês. É importante ressaltar a importância desse medicamento na vida das mulheres, pois ele tem diminuído em mais de 50% a taxa de gravidez indesejada e evitado milhares de abortos.

Há alguma contraindicação?

Mulheres com distúrbios metabólicos, principalmente insuficiência hepática e tromboembolismo venoso devem evitar tomar o medicamento. Nesses casos, é importante conversar com um médico antes.

Posso tomar a pílula mais de uma vez por mês?

Não é recomendado, pois ela perde a eficácia, aumentando assim o risco de gravidez. Além disso, por conter alta dose de componentes hormonais, ela pode causar reações adversas como náuseas, alteração do ciclo menstrual, dor de cabeça e diarreia.

Como a pílula do dia seguinte age no organismo? Ela é abortiva?

Não. O principal objetivo da pílula é bloquear a ovulação e com isso dificultar a incidência de gravidez. Caso a mulher não tenha ovulado, o anticoncepcional de emergência deverá impedir ou retardar a liberação do óvulo, evitando a fertilização.

A pílula não deixa formar o endométrio gravídico, camada que recobre o útero para receber o óvulo fecundado e cuja descamação dá origem à menstruação.

Depois do sexo desprotegido, quanto tempo tenho para tomar a pílula?

A pílula funciona se for utilizada em até 72 horas após a relação sexual. No entanto, o ideal é que a mulher tome o medicamento o mais rápido possível, pois isso amplia a eficácia do remédio.

Se tomada nas primeiras 24 horas, por exemplo, a eficácia da pílula é de 88%. O medicamento é vendido em dose única e em dois comprimidos. A mulher deve ingerir um comprimido e esperar 12 horas para tomar o outro.

Entretanto, para não haver esquecimento, ela pode tomar os dois de uma vez também.

É necessária receita médica para adquiri-la?

Não. Nos postos de saúde a receita também não é mais exigida, o que foi um enorme avanço em termos de saúde pública. Antes a mulher precisava esperar quase dois meses para consultar um ginecologista.

Nesse meio tempo, se ela esperasse a pílula, já estaria grávida. Atualmente, a mulher pode ir até o posto e se não tiver um médico de plantão, o próprio enfermeiro está autorizado a fornecer o medicamento a ela. Além disso, se ela for menor de idade, não é preciso estar acompanhada dos pais.

Após utilizar o contraceptivo de emergência, posso continuar tomando pílula anticoncepcional ou devo esperar menstruar?

O ideal é esperar a próxima menstruação e começar a tomar uma nova cartela de pílula. A pílula do dia seguinte não tem efeito cumulativo, portanto, é necessário estar atento e não ter relações desprotegidos.

 

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