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A Skelt dominou os autobronzeadores. Agora, é a vez dos dermocosméticos

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Desde que foi fundada há cinco anos, a Skelt Beauty Brands se tornou sinônimo de autobronzeadores, com seu produto frequentemente figurando no topo de ranking independentes e dourando a pele de celebridades como Sabrina Sato e Bruna Marquezine.

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Agora, a Skelt acaba de levantar sua primeira rodada de investimentos, colocando R$ 30 milhões no caixa para diversificar seu portfólio e acelerar o seu pipeline de skincare.

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O dinheiro veio da Shift Capital, uma gestora de venture capital que já investiu em empresas como a rede de cafeterias The Coffee; a rede de academias Bluefit; e a agtech TerraMagna.

A Skelt foi fundada por Gabriel Beleze, um empreendedor apaixonado pelo setor de cosméticos que sonhava em ter sua própria marca desde a adolescência.

‘Eu sempre gostei dos autobronzeadores, mas ainda era um mercado muito pequeno no Brasil, e com produtos que não atendiam bem o consumidor,’ o fundador disse ao Brazil Journal. ‘Todos os produtos que existiam eram caros e muitas vezes deixavam a sua pele laranja.’

(Para quem não sabe, diferente dos bronzeadores normais, os autobronzeadores não precisam de sol. Basta passar à noite, normalmente antes de dormir, e acordar com a pele da cor do verão.)

Para lançar seu primeiro produto, o empreendedor apresentou um business plan a seus pais, que gostaram da ideia e financiaram os primeiros meses do filho-empreendedor. (A fórmula foi criada em parceria com uma farmacêutica brasileira.)

O autobronzeador ainda é o produto mais vendido da Skelt, mas a marca já adicionou vários outros SKUs ao portfólio, incluindo maquiagens corporais, cremes de hidratação corporal, óleos e produtos para o banho.

A marca está presente em mais de 4.000 pontos de venda, incluindo grandes redes como Raia Drogasil e Drogaria São Paulo, e lojas especializadas como a Época Cosméticos.

As lojas físicas respondem por 70% das vendas.

Mas a maior porrada de Beleze veio há dois anos, quando a Skelt lançou sua segunda marca: a Creamy.

A marca de dermocosméticos foi criada em sociedade com Luis Carlos Romancini Filho, um dermatologista de Curitiba. ‘Ele era dono de várias fórmulas que ele receitava para os pacientes, mas que não existiam nas farmácias,’ segundo o fundador.

‘São produtos que trazem princípios ativos super renomados, com alta concentração e um preço muito acessível,’ disse Beleze. ‘Nosso retinol de 0,3%, por exemplo, custa R$ 79, enquanto um da Skinceutical (uma marca da L’Oréal) sai por R$ 300. Em todos os nossos produtos, o diferencial de preço é mais ou menos esse: um terço dos concorrentes.’

Para oferecer preço baixo sem abrir mão da qualidade, Beleze diz que o segredo está no modelo de negócios D2C – que elimina intermediários e reduz custos – e na formulação dos produtos.

‘São fórmulas mais enxutas, não colocamos fragrâncias nem ativos sensoriais, por exemplo. Mas não abrimos mão dos ativos que trazem benefícios de fato para a pele e sempre numa concentração boa,’ disse ele.

O sucesso da Creamy (também) foi brutal. Mesmo vendendo apenas no digital, a marca já respondeu por quase metade do faturamento da startup ano passado, quando a Skelt fez R$ 56 milhões em receita.

A meta é mais que dobrar o faturamento este ano, para mais de R$ 100 milhões.

Para isso, ela vai expandir as duas marcas, lançar novos produtos, abrir uma loja própria da Creamy e criar uma terceira marca focada em skincare.

‘Vão ser produtos high end com os quais a Creamy não trabalha, e com foco na limpeza da pele,’ disse Beleze.

Fonte: Brazil Journal

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