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Setor farmacêutico em alerta com recolhimento de losartana

recolhimento de losartana
Waldemir Barreto/Agência Senado

 

A decisão da Anvisa de exigir o recolhimento de losartana, publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (dia 23), deixou em alerta fabricantes, distribuidores e varejistas farmacêuticos. As principais entidades que atuam no segmento alegam que a agência ignorou as ponderações do setor e adotou uma medida precipitada, que pode afetar o acesso de 25 milhões de pessoas ao tratamento contra a hipertensão.

A agência impôs a interdição e o recolhimento de lotes de medicamentos contendo o princípio ativo, devido a suspeitas sobre a presença da impureza “azido” em concentração acima do limite de segurança aceitável. Embora não afete todas as farmacêuticas, a decisão da Anvisa compromete boa parte das indústrias que fabricam o medicamento. A lista inclui Aché, Biolab, Brainfarma,  Cimed, Eurofarma, Geolab, Prati-Donaduzzi e Teuto.

Recolhimento de losartana: possível impacto sobre adesão ao tratamento

“O maior problema de um recall em larga escala é lançar suspeição sobre o princípio ativo Losartana, que é seguro e dos mais acessíveis em termos de custo de tratamento. Essa postura da Anvisa pode levar pânico à população, bem como desestimular a adesão ao tratamento, que já é um problema grave no Brasil”, destaca Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.

Dados da IQVIA apontam que a molécula losartana corresponde a 78% das prescrições médicas de anti-hipertensivos nos últimos 12 meses até abril. Com 192,7 milhões de unidades comercializadas, a losartana respondeu por 92,5% das vendas da categoria no mesmo período, com preço quatro vezes menor que a segunda colocada – a olmesortana meloxomida.

Indústria também questiona recolhimento de losartana

O Sindusfarma emitiu também um posicionamento oficial criticando a agência. Confira o documento da íntegra.

A respeito da decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de determinar o recolhimento de lotes do anti-hipertensivo losartana, o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) presta os seguintes esclarecimentos:

1 – “A medida é preventiva e tratamentos não devem ser interrompidos”, como destaca a própria Anvisa;

2 – Interromper o tratamento pode trazer danos para os pacientes, conforme informa a Anvisa;

3 – A losartana produzida e distribuída no Brasil é de altíssima qualidade, equiparando-se às melhores formulações no mundo;

4 – Para melhor atender à população, como de costume, a indústria farmacêutica já providenciou junto aos produtores dos insumos farmacêuticos ativos (IFAs) a alteração da rota de síntese da losartana, para evitar a referida impureza;

5 – “Não há risco imediato em relação ao uso dessa medicação”, como a própria Anvisa informa, pois não existem dados que indiquem um aumento dos eventos adversos relacionados à impureza detectada;

6 – A “losartana é considerado medicamento seguro e eficaz”, como a própria Anvisa esclarece, no controle do tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca, reduzindo significativamente o risco de derrame e infarto;

7 – Todas as apresentações de losartana continuam com registros válidos na Anvisa;

8 – As empresas produtoras de losartana, associadas ao Sindusfarma, estão tomando todas as providências para evitar o desabastecimento desse importante medicamento;

9 – O setor farmacêutico mantém o compromisso com os mais altos padrões de qualidade, mantendo a eficácia e segurança dos medicamentos disponibilizados para à população brasileira.

 

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

 

 

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