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Anvisa aprova registro de novo teste da Fiocruz para varíola dos macacos

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira (26), o segundo produto para o diagnóstico do vírus monkeypox, causador da varíola dos macacos, no Brasil.

O novo produto registrado pela é o kit molecular fabricado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), que permite a identificação da cepa viral da África Ocidental circulante. O diagnóstico poderá ser realizado a partir de amostras obtidas das lesões na pele de pacientes que apresentam sintomas da infecção (veja abaixo).

De acordo com a Anvisa, o produto foi inicialmente desenvolvido para ser um ensaio também capaz de identificar a cepa do Congo. No entanto, essa capacidade não foi validada e aprovada pela Anvisa e não pode ser utilizada para fins diagnósticos.

Anvisa afirma que foi analisada uma série de requisitos técnicos, incluindo o desempenho clínico e o gerenciamento de risco, que servem para garantir que o produto é adequado ao uso. A disponibilidade do produto no mercado depende da Fiocruz.

Medidas de prevenção

A principal forma de transmissão da varíola dos macacos é por meio do contato direto pessoa a pessoa, chamado de pele a pele.

O contágio pode acontecer a partir do contato com lesões cutâneas, crostas ou fluidos corporais de uma pessoa infectada, pelo toque em objetos, tecidos (roupas, lençóis ou toalhas) e superfícies que foram usadas por alguém com a doença, além do contato com secreções respiratórias.

O Ministério da Saúde recomenda evitar contato próximo com pessoas com suspeita ou diagnóstico da doença, além da higienização das mãos com água e sabão ou com álcool em gel antes de comer ou tocar no rosto como uma medida de prevenção.

Diante de algum sintoma suspeito, as pessoas devem procurar atendimento médico em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação.

Sintomas da doença

A varíola dos macacos, na maioria dos casos, evolui sem complicações e os sinais e sintomas duram de duas a quatro semanas.

As manifestações clínicas habitualmente incluem lesões na pele na forma de bolhas ou feridas que podem aparecer em diversas partes do corpo, como rosto, mãos, pés, olhos, boca ou genitais. No entanto, o surto atual da doença tem apresentado características epidemiológicas diferentes, com sintomas que podem ser bastante discretos.

Na forma mais comum documentada da doença, os sintomas podem surgir a partir do sétimo dia com uma febre súbita e intensa. São comuns sinais como dor de cabeça, náusea, exaustão, cansaço e principalmente o aparecimento de inchaço de gânglios, que pode acontecer tanto no pescoço e na região axilar como na parte genital.

Já a manifestação na pele ocorre entre um e três dias após os sintomas iniciais. Os sinais passam por diferentes estágios: mácula (pequenas manchas), pápula (feridas pequenas semelhantes a espinhas), vesícula (pequenas bolhas), pústula (bolha com a presença de pus) e crosta (que são as cascas de cicatrização).

Fonte: CNN Brasil

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