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Anvisa lança canal para envio de dúvidas sobre implantes mamários

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou, na última semana, um canal para esclarecer dúvidas sobre implantes mamários. Por meio do e-mail [email protected], a agência responderá questionamentos a respeito deste tipo de produto, em especial sobre os fabricados pela empresa Allergan, que recentemente anunciou um recall mundial de próteses, motivado após a Food and Drug Administration (FDA) – agência americana reguladora de medicamentos – informar ter recebido 116 notificações de um tipo raro de linfoma. Segundo a FDA, mais de 80% dos 570 casos confirmados da doença no mundo têm conexão com os implantes da Allergan. Esses casos fizeram disparar o número de mortes, de nove para 33. Ao menos 12 delas dizem respeito a mulheres com as próteses mamárias da empresa.

No dia 26 de julho, a Anvisa publicou uma decisão que prevê o recolhimento voluntário e a suspensão da comercialização, distribuição, importação e uso das próteses mamárias e expansor de tecidos texturizados Biocell, da marca Natrelle, fabricados pela Allergan. São eles: Natrelle Expansor Tissular Texturizado e Acessórios Allergan (lotes a partir de 25 de abril de 2014); Natrelle Implante Mamário Texturizado Allergan (todos os lotes); Natrelle Implante Mamário Texturizado Duplo Lúmen e Acessórios Allergan (todos os lotes). A Anvisa alertou, porém, que, por enquanto, não há recomendação para retirada do implante em pacientes, a não ser que apresentem sintomas como inchaço duradouro e dor no local.

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Em linhas gerais, a Anvisa orienta que as pacientes em uso do produto sigam as orientações do seu médico, como, por exemplo, realizar a revisão periódica e ter conhecimento dos dados técnicos da prótese como marca, modelo, lote e série.

Em dezembro de 2018, a Anvisa já havia determinado a suspensão da comercialização das próteses, porém, após avaliação dos dados disponíveis na ocasião, não foi possível estabelecer relação entre a ocorrência de linfoma BIA-ALCL e o uso de implante. Por isso a medida não foi mantida e o produto pôde voltar ao mercado no final de março deste ano. Contudo, a agência estabeleceu contato com diversos órgãos e instituições relacionadas ao tema para verificar dados e estudos científicos sobre o produto. Dentre eles, a Câmara Técnica de Implantes da Associação Médica Brasileira, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e a Sociedade Brasileira de Mastologia. A Agência também está atuando em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça, a fim de alinhar as ações de recolhimento dos implantes.

Fonte: Tribuna de Minas

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/07/01/cancer-de-prostata-prevencao-negligenciada/

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