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Aplicativo lembra paciente da hora de tomar remédio

Aplicativo lembra paciente da hora de tomar remédio

Lívia Cunha (foto) criou o CUCO Health, que auxilia o paciente no seu tratamento médico

De tanto ouvir o pai médico reclamar que os pacientes se esqueciam de tomar os seus remédios e os parentes não tinham controle sobre isso, a empreendedora Lívia Cunha resolveu criar uma ferramenta para fazer esse trabalho – o aplicativo Cuco Health.

Funciona como uma “enfermeira digital” auxiliando o paciente no dia a dia de seu tratamento médico. O produto é um app que lembra o paciente de seus compromissos de saúde, como a hora de tomar os medicamentos e controle de medições relevantes. Também educa de acordo com sua condição de saúde.

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A empresa tem unidades em Florianópolis e São Paulo e possui 10 funcionários. Ela não divulga investimento, faturamento nem lucro.

Plataforma para operadoras de saúde

Para as operadoras de planos de saúde e hospitais, a empresa oferece uma plataforma de monitoramento e relacionamento com seus pacientes. Segundo a Cuco, isso reduz custos com atendimentos e fideliza o paciente.

“Hoje o paciente é colocado em último lugar na cadeia de saúde, o que faz com que suas condições de saúde piorem cada vez mais. Para mim, sempre há um meio de fazer algo diferente e ajudar os pacientes com sua rotina”, diz Lívia.

Acompanhamento de crianças com doença cardíaca

A empreendedora diz que o app tem ajudado a acompanhar crianças doentes.  “Monitoramos crianças com doenças cardíacas, que antes saíam do hospital sem acompanhamento continuo e acabavam apresentando uma alta taxa de mortalidade por não seguirem o pós operatório e o tratamento corretamente.”

Segundo ela, o uso do Cuco “ajuda as famílias a cuidarem melhor de seus filhos”, porque eles tomam com mais regularidade os remédios. A taxa de adesão ao tratamento com os remédios, de acordo com ela, é de 79%, enquanto a média em geral é de 30% a 40%).

Mercado de saúde é aberto a novas ideias

Para a especialista Alessandra Andrade, professora do Centro de Empreendedorismo da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), o mercado da saúde está aberto às novas ideias e novidades.

“Aplicativos como esse são bem interessantes, positivos, e têm demanda, em especial porque temos uma população com dificuldades de adquirir planos de saúde, e muitas vezes os familiares moram longe e não podem cuidar de seus parentes doentes”.

Por outro lado, Alessandra faz uma observação importante. “O aplicativo não tem uma barreira de entrada, por isso qualquer um pode montar um e se colocar melhor no mercado roubando clientes.”

Quem investe em aplicativos como o Cuco deve pensar nos investimentos de marketing, que fazem a diferença. Além disso, deve definir como o usuário usará o serviço, se pagará uma mensalidade ou se baixará o aplicativo gratuitamente.

Fonte: UOL

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