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Após confirmação de dengue tipo 2, Saúde intensifica ações

A identificação de casos de dengue tipo 2 na zona leste de Londrina motivou a prefeitura a intensificar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Esse tipo de vírus aumenta a gravidade da doença e o risco de morte. Um plano de ação emergencial foi lançado nesta quinta-feira (31) pela administração municipal. Entre as medidas previstas estão a aplicação de fumacê e a realização de mutirões de limpeza. 

A circulação do vírus tipo 2 não era registrada na cidade há cerca de dez anos. De acordo com boletim divulgado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), 28 casos de dengue foram registrados em Londrina desde o início do ano epidemiológico, em agosto de 2018. Até esta quarta-feira (30), foram 21 confirmações. Em todo o ano de 2018, o município contabilizou 40 casos da doença. 

O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, ressaltou que a maior preocupação é o foco do vírus da dengue tipo 2. “O sorotipo 2 é o mais agressivo e costuma circular em Estados mais avançados de epidemia. Há risco das pessoas contraírem em um curto espaço de tempo os dois tipos de dengue. Ao passo em que isso acontece, ela se agrava na segunda infecção”, explicou. 

Com a presença do tipo 2, que pode causar mais mortes, a prefeitura está lançando mão de ações emergenciais. “Existe um plano de combate à dengue para tentar minimizar o impacto de uma possível epidemia na cidade. A ação na zona leste, onde foi encontrado o tipo 2, será reforçada com mais de cem agentes de endemias a partir de segunda-feira (4), quando serão revistados quase 25.000 imóveis.” 

Machado adiantou que outras secretarias serão solicitadas para apoiar possíveis mutirões para recolher lixo. Além disso, o município pediu ao governo estadual dez carros para aplicação do fumacê. “Estamos nos preparando para que caso esse número de notificações leve a um aumento de casos positivados, estarmos preparados para esse enfrentamento”, disse. Por enquanto, a única cidade em situação de epidemia no Paraná é Uraí (Norte). 

“O LIRAa (Levantamento Rápido de Índices do Aedes aegypti) mostrou que 80% dos criadouros estão em casas e em lixos descartados de forma irregular”, lembrou Machado. O secretário pede o apoio da população para vistoriar as residências e remover os focos do mosquito. “Não adianta irmos na casa das pessoas e recolhermos os criadouros se isso vai voltar a cada dez dias”, disse. Isso porque, em tempos de calor e umidade, os ovos do mosquito podem eclodir em cinco dias, segundo a diretora de vigilância em saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Fernandes. 

Fernandes lembrou que é importante que a população deixe a casa aberta durante a passagem do fumacê para que o inseticida consiga atingir o mosquito. Embora o produto químico mate o Aedes aegypti, ele também atinge outros insetos, como libélulas, que são predadores naturais dos mosquitos. Questionada sobre o aumento de casos mesmo com a aplicação de vacinas da dengue, Fernandes disse que, mesmo com as três doses tomadas, a vacina tem efetividade de 65%. 

A orientação da Saúde, de acordo com a diretora, é que a limpeza seja frequente em vasos de plantas e recipientes de alimentação de animais. O plano de enfrentamento foca agora na zona leste. Segundo Fernandes, na zona sul, onde foi feita a maioria das notificações de dengue, “já fizemos os trabalhos que poderíamos fazer”. “Estamos preparando para que as unidades de saúde estejam aptas a receber pacientes, adquirindo mais soros”, afirmou Machado.

Fonte: Folha de Londrina

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