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Armas para reduzir riscos de doenças coronarianas

POR ROBERTO MACEDO CASCON

Pessoas acima do peso ou obesas correm um risco 28% maior de desenvolverem doenças cardiovasculares como o infarto e o derrame cerebral. Revelada em reportagem publicada na edição de 15 de agosto último pela editoria de Sociedade do jornal O GLOBO, esta constatação científica reforça a base de conhecimento sobre a relação da obesidade com o desenvolvimento das doenças responsáveis pelo maior índice de óbitos no mundo. Desenvolvido pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, o estudo contou com a participação de cerca de 500 mil pessoas de dez países do continente europeu.

Uma prova a mais de que a gordura corporal vai muito além de um problema de ordem estética. O tecido adiposo é um agente inflamatório indutor de diabetes, hipertensão e outras doenças metabólicas relacionadas a problemas cardiovasculares. Vale ressaltar, no entanto, que a gordura corporal é apenas um dos fatores de risco, que, diferentemente da idade e da genética, pode ser modificado, como acontece com o tabagismo, sedentarismo e, em alguns casos, o estresse.

Os índices de LDL (o chamado colesterol ruim) estão associados à ingestão de gordura e aos demais fatores de risco, entre os quais à obesidade.  A nova diretriz da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) estabelece como níveis aceitáveis do LDL até 50 mg/dl para portadores de alguma cardiopatia e os 70mg/dl preconizado anteriormente, apenas para os indivíduos com fatores de risco para a doença  cardiovascular. Além da redução do consumo de gordura saturada, dispomos de duas armas para reduzir o risco de doenças coronarianas. Uma é ingerir alimentos ricos em HDL (o colesterol bom), que faz uma espécie de limpeza das artérias no sistema circulatório. A segunda, e mais importante, é fazer exercício físico com regularidade.

Um estudo desenvolvido durante 20 anos de acompanhamento e publicado em 2010 pela renomada revista americana em cardiologia Circulation mostrou que indivíduos com média de idade entre 65 e 70 anos, que conseguem caminhar por 30 minutos vigorosamente, tem uma redução no risco de morte de 26% em comparação aos indivíduos que se cansam em pequenos esforços. Os que conseguem correr têm uma redução do risco de morte ainda maior: 37%.

Outro estudo interessante publicado em 2004 European Heart Journal, igualmente uma publicação de grande expressão, indicou o sedentarismo como o maior indutor de risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares. Em comparação com tabagismo, sobrepeso e hipertensão, que representaram um risco duas vezes maior para desenvolvimento da doença, o sedentarismo por si só respondeu pela elevação desse risco em quatro vezes.

Infelizmente, talvez por força de interesses econômicos, os benefícios do exercício não são divulgados como mereciam pelas publicações especializadas na área de saúde, ainda muito vinculadas e dependentes da indústria farmacêutica. Em muitos casos, o exercício é capaz reduzir o uso de remédios, o que impactaria na venda de medicamentos.

Os medicamentos são imprescindíveis, desde que ministrados por médicos. No entanto, não podemos esquecer que para uma qualidade de vida plena e independente a adoção de um estilo de vida ativo é fundamental.

Fonte: Portal O Globo

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