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Associação de Cannabis que atende 1800 pacientes em SP pode fechar

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A Associação Flor da Vida, que reúne pacientes que utilizam Cannabis medicinal, pode ser fechada por falta de autorização de plantio. A organização, que atende 1.800 pacientes em Franca, no interior de São Paulo, foi alvo de uma diligência nesta 4ª feira (6.out.2021).

A inspeção da Dise (Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes) e da vigilância sanitária foi realizada a pedido do Ministério Público. A associação já entrou com uma ação contra a União e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para que pudessem realizar o plantio da Cannabis. Mas, sem uma decisão definitiva, ela pode deixar de funcionar.

A Flor da Vida atende, em sua maioria, crianças de até 5 anos, mas também fornece a Cannabis medicinal para adultos e idosos. A planta é utilizada para o alívio e controle de doenças e transtornos como Parkinson, autismo, epilepsia, Alzheimer e dores crônicas.

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‘A ação está em fase de recurso, estamos esperando uma resposta. Nesse meio tempo funcionamos e não escondemos isso’, afirma Pedro Machado, integrante da Flor da Vida. ‘Fornecemos o óleo [de Cannabis] em um sistema de associação. Quem precisa e não pode pagar, não paga e quem pode colabora.’

Associações de pacientes são a forma mais simples e barata que pacientes que precisam podem ter acesso a Cannabis medicinal. Normalmente, essas associações conseguem permissões judiciais para o plantio para o uso e estudo medicinais.

A Flor da Vida foi montada há 2 anos, sem a autorização de plantio. Ao fundar a associação, os integrantes entraram com a ação para que pudessem plantar a Cannabis. O processo está em fase de recurso na Justiça Federal de São Paulo. A associação fornece também tratamentos psicológico, nutricional e de enfermaria para seus associados.

Atualmente, produtos à base de Cannabis podem ser vendidos em farmácias no Brasil. A liberação pela Anvisa aconteceu em 2019. Depois disso, a agência regulatória liberou novas fórmulas e produtos, mas as opções disponíveis ainda são poucas.

A regulamentação brasileira ainda é restritiva e impede o cultivo da planta, o que faz com que os produtos custem de R$ 1.500 a R$ 2.000 na farmácia. Os custos para a importação também são altos. Assim, a maior parte dos pacientes brasileiros fazem uso da Cannabis medicinal por meio de associações.

Sem associações, o uso para pacientes que precisam da planta para controle de suas doenças e qualidade de vida, fica impedido. O crescimento do mercado brasileiro também é diretamente afetado, como já afirmaram especialistas ao Poder360.

Fonte: Poder 360

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