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Associações que atendem pessoas com HIV padecem sem verba e teto

Elas acolhem, orientam e oferecem conforto quando uma pessoa recebe uma notícia difícil: é soropositovo, portador de HIV, o vírus da Aids. São entidades sociais de Campo Grande, cujo número chega, ao menos, a 10. Mais da metade delas, no entanto, sofre com a falta de recursos e nem sede própria têm.

É o que relata o presidente da Rede + (Rede Positiva) e da Fundação Casa, Almir Machado Guimarães. A Fundação Casa existe há 12 anos, mas não tem sede. Para não deixar o acolhimento chegar ao fim, Almir e outros voluntários se desdobram para atender e abrem as portas da própria casa.

“Basicamente a gente vive do dinheiro que a gente tem, porque Campo Grande é ruim de doação. Em Campo Grande temos a ATTMS (Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul), Ibis (Instituto Brasileiro de Inovação Pró Sociedade Saudável Centro Oeste), Rede apolo, Rede positiva, Fundação casa, Águia Morena , Ong azul, Lar dos sonhos positivos e Mescla (Grupo de mães, Movimento pela Liberdade e Expressão Sexual). As únicas que têm sede é o Ibis e o Lar dos sonhos positivos”, conta.

Almir explica que já tentou dedução fiscal junto às empresas, sem sucesso. “Já tentei com várias empresas e ninguém se interessa. A Prefeitura, o último edital saiu em 2012 e desde então não saiu mais nenhum”, conta.

“Eu mantenho a Fundação e Rede porque são sonhos meus, às vezes falta para mim em casa, mas eu coloco na instituição. Nós temos uma demanda espontânea, de pessoas que nos encontram, e por um trabalho que já é conhecido. Em busca de informação, em busca de acolhimento, em busca de um alento”, conta.
Sobre a rotina, Amir Afirma que envolve desde acolhimento psicológico até orientação de como conciliar a alimentação com os remédios.

“Tem um caso, por exemplo, o mais recente. Sábado estava em Glória de Dourados e uma pessoa começou a puxar conversa comigo pelo messenger. Ela havia pegado o resultado, estava com pneumonia, e estava tendo reações. Se vai ao médico fala você tem que tomar. Lá fui explicar como fazer, orientação. A gente acaba fazendo uma mistura da profilaxia clínica com o conhecimento popular. ‘O remédio vai dar enjoo, come meia hora antes’”, relata.

Ele explica que o trabalho é necessário, principalmente, pela solidão que acomete as pessoas com hiv.

“O que afeta é a segregação da sociedade. O hiv é tão quanto igual a você pegar uma gripe, um pouco mais severo, mas é tão somente um vírus. Ela já lê o diagnóstico, ela já evolui pra um caso de aids psicológico, e não sabe pra quem falar, o que falar, e o que vai acontecer e começa a entrar nos conflitos psicológicos. É muito comum a pessoa culpar sua vida sexual, então passa a não ter mais uma vida reprodutiva. Eu sei de casos que tem pessoas há 9 anos sem transar. Se é uma pessoa da comunidade LGBT ela recebe um selo”, relata.

“Se a rede positiva tivesse um recurso mensal de R$ 10 mil por mês, o que é mínimo, podemos pagar uma conta de água, de luz, ter um carro pra buscar paciente, poder dar ajuda de custo pra psicólogo, advogado, montar uma sede com sala de multiatendimento e acolhimento. Um sonho que o movimento aids tem é que esses inúmeros prédios que tem abandonados, nós já pedimos para que a prefeitura repassasse para que pudessem manter ali uma sala disciplinar. Cada um teria uma salinha, seria nossa sede social”, explica.

Fonte: Campo Grande News

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