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AstraZeneca e criadores da Sputnik V assinam acordo para testar combinação

A corrida das vacinas tomou um rumo inesperado, mas bastante promissor: a soma de duas fortes aliadas. No último dia 11, a farmacêutica AstraZeneca anunciou que iria testar uma combinação de sua vacina experimental contra a COVID-19 com o imunizante russo Sputnik V. Nesta segunda-feira (21), a empresa britânica assinou o acordo com o Instituto Gamaleya, responsável pelo desenvolvimento da candidata russa.

Veja também: União Europeia autoriza uso da vacina da Pfizer

Ao anunciar esse acordo, os envolvidos (O Fundo Russo de Investimento Direto, o Instituto Gamaleya e as empresas farmacêuticas AstraZeneca e R-Pharm) garantiram que os ensaios começarão “em breve”, mas ainda não há uma data específica. A ideia do acordo é avaliar a imunogenicidade e segurança do uso combinado de um dos componentes da Sputnik V e um dos componentes da vacina AZD1222, desenvolvida pela AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford.

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O interessante é que a história toda começou no Twitter: a AstraZeneca tinha anunciado a possibilidade de combinar as duas vacinas e os próprios desenvolvedores da Sputnik V usaram a rede social para sugerir que a AstraZeneca tentasse a combinação para aumentar a eficácia da vacina.

Ainda não foram disponibilizados detalhes sobre os testes combinados ou sobre dosagens das vacinas, mas no caso disso funcionar, a Rússia já anunciou que poderá produzir, em conjunto, uma nova vacina contra a COVID-19, somando as duas fórmulas.

AZD1222 e Sputnik V

O que acontece é que os dois imunizantes partem de um vetor viral, e os pesquisadores usam um outro vírus, modificado, para introduzir parte do material genético do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no organismo e induzir a resposta do sistema de defesa do corpo. Nas duas vacinas, o tipo de vírus que “carrega” o coronavírus para o corpo é um adenovírus. Na vacina da AstraZeneca, os adenovírus usados nas duas doses são iguais. Na Sputnik V, eles são diferentes.

“Um cronograma usando dois vetores adenovirais diferentes para imunização primária e secundária, sendo um desenvolvimento único e fundamental por especialistas do Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia de Gamaleya do Ministério da Saúde da Rússia, permite contornar a imunidade ao primeiro vetor, formado após a primeira inoculação, aumentando assim a eficácia da segunda injeção, formando assim uma imunidade a longo prazo. Graças a este esquema, entre outras coisas, a eficácia da vacina Sputnik V ultrapassa 90%, e a proteção contra casos graves da doença chega a 100%. Entre as principais vacinas contra o coronavírus, atualmente apenas a Sputnik V possui a tecnologia de dois vetores diferentes”, diz o comunicado.

“A decisão da AstraZeneca de realizar testes clínicos usando um dos dois vetores da Sputnik V para aumentar a eficácia de sua própria vacina é um passo importante para unir esforços na luta contra a pandemia. Esperamos que outros produtores de vacinas sigam nosso exemplo”, explicou Kirill Dmitriev, do RDIF, logo que essa parceria começou a ganhar conhecimento.

Fonte: Canaltech

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