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Automedicação: quais os prejuízos para a saúde?

Quem nunca tomou algum analgésico para dor de cabeça por que ouviu alguém dizer que é bom? Na casa de muitas pessoas, ou no trabalho, provavelmente esse remédio fica guardado num espacinho do armário com outros comprimidos. E há quem sempre carregue uma cartela na bolsa.

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Segundo pesquisa divulgada pelo o Conselho Federal de Farmácia (CFF) ano passado, 77% dos brasileiros têm o hábito de se automedicar, sendo que 25% afirmou tomar algum tipo de remédio por contra própria pelo menos uma vez na semana. E o que pode ser ainda mais grave, segundo o estudo: as recomendações de uso costumam vir de familiares, amigos e vizinhos.

De acordo com Heron Rached, coordenador do Centro de Cardiologia do Leforte, a automedicação oferece vários riscos, entre eles o de adiar o diagnóstico de uma doença, causar alergias e até dependência. “Tomar analgésicos e antitérmicos para combater a dor e a febre, podem camuflar outros sintomas ou ainda a gravidade de uma doença como, por exemplo, uma apendicite. Por isso, há sempre a necessidade da avaliação de um profissional para descartar a causa que está gerando esses sintomas”, alerta.

O cardiologista ressalta que a regulamentação da venda de antibióticos foi uma importante barreira para a automedicação no Brasil, mas chama atenção para o aumento do consumo inadequado de anti-inflamatórios e analgésicos. “O uso prolongado desses fármacos traz riscos para a saúde, que apesar de terem efeito imediato, a utilização a longo prazo pode ocasionar hipertensão e até insuficiência renal”, reforça.

Conscientização e novas tecnologias

“Embora os números sejam impactantes, o Brasil deve seguir o modelo de países como Suécia e Canadá, que contam com o agente de saúde em um papel importante de orientação. Embora esse profissional não prescreva medicamentos, ele esclarece dúvidas sobre posologias, combinações entre remédios, horários, contraindicações e reações adversas”, comenta o especialista.

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/01/28/empresas-perdem-mais-de-r-50-bi/

O cardiologista também acredita que investir em programas de orientação, na promoção de debates, informação à população e novas tecnologias mudarão o comportamento dos pacientes. “Nos próximos anos, a telemedicina ajudará a diminuir os casos de automedicação, já que a população terá ainda mais acesso a um atendimento médico de qualidade”, explica.

Outro fator importante é o acompanhamento médico preventivo, com consultas e exames periódicos. “A facilidade de atendimento através dos canais como WhatsApp e o site, permitem que os pacientes mantenham uma rotina e retornem como mais frequência as consultas”, finaliza.

Fonte: Le Forte

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