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Avaliação da saúde pública é ruim e vem piorando

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O percentual de brasileiros que avalia a saúde pública como ruim ou péssima passa de 61%, em 2011, para 75% em 2018. Fatores relacionados à dificuldade de atendimento são os problemas mais mencionados pela população, tais como: demora ou dificuldade para ser atendido, falta de equipamentos, de unidades e de investimentos e falta de médicos.

A dificuldade em marcar horários e o custo estão entre os principais entraves ao acesso à saúde. Oito a cada dez brasileiros concordam que já deixaram de procurar um médico ou de fazer exames devido à dificuldade em marcar horário. O custo também é um entrave importante. Cerca de sete a cada dez brasileiros (73%) concordam que já deixaram de procurar um médico, de fazer exames ou de tomar medicamentos prescritos devido ao custo.

A proporção de brasileiros que utilizou algum serviço em hospital público nos doze meses anteriores à pesquisa cresce de 51%, em 2011, para 65% em 2018. Nesse mesmo período, a nota média da estrutura dos hospitais públicos caiu de 5,7 para 4,6 e a nota média da equipe de médicos e enfermeiros passou de 6,3, para 5,5.

Seis em cada dez brasileiros citam equipar melhor os hospitais e postos de saúde entre as duas principais ações para melhorar a saúde pública. Aumentar o número de médicos e melhorar a formação dos médicos também são ações amplamente mencionadas.

Entre os brasileiros, três em cada quatro concordam que políticas preventivas são mais importantes para melhorar a saúde da população do que a construção de hospitais. O mesmo percentual avalia que é melhor que o paciente seja atendido por um clínico geral antes de um especialista.

Entre as ações e programas de saúde avaliados, as campanhas de vacinação aparecem como a mais utilizada e também como a melhor avaliada. A farmácia popular, a UPA 24h e o combate à dengue/zica/chicungunha também atingem um alto percentual de brasileiros. O programa Brasil Sorridente é o mais desconhecido e é o que recebe a pior avaliação.

Os brasileiros concordam que o governo deve oferecer todos os tipos de tratamento, independentemente do custo (93%) ou da comprovação científica da eficácia do tratamento (82%).

Fonte: IBOPE

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