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Avanço em terapia contra a dor crônica.

Avanço em terapia contra a dor crônica.

Em um experimento com ratos, cientistas dos EUA identificaram um mecanismo que pode ajudar a tratar a dor crônica,  problema que afeta cerca de um terço da população, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a pesquisa, o incômodo, caracterizada pela dor persistente por pelo menos três meses, pode ocorrer devido a receptores que se escondem dentro das células nervosas. Intervir neles pode ser um caminho para a criação de remédios mais eficazes, apostam os investigadores.

Hoje, o tratamento é feito com opioides — que podem provocar dependência, causar constipação e dificuldade respiratória — ou anti-inflamatórios — cujos efeitos colaterais incluem surgimento de úlceras de estômago e danos nos rins. “Os opioides e os anti-inflamatórios não funcionam para todos e têm efeitos colaterais inaceitáveis, particularmente quando usados durante um longo período de tempo”, ressaltou, em um comunicado à imprensa, Nigel Bunnett, professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo científico, divulgado na edição mais recente da revista Science Translational Medicine.

Geralmente, essas substâncias atuam em receptores acoplados à proteína G, presente na superfície celular e relacionada a quase todos os processos biológicos, incluindo a capacidade do cérebro de sentir e transmitir sinais de dor. Outro receptor também envolvido na dor é o neuroquinina 1 (NK1R), que provoca o desconforto e inflamação quando ativado. A maioria dos ensaios clínicos com medicamentos criados com o objetivo de atuar em NK1R, porém, não teve êxito.

Alívio duradouro

Em experimentos feitos com ratos, Bunnett e sua equipe descobriram que os receptores NK1R, quando estimulados pela dor, se movem rapidamente da superfície celular para os endossomos — compartimentos intracelulares. Uma vez dentro da rede endossomal, o NK1R continua a funcionar por um período prolongado, causando dor e inflamação. “A partir dessas experiências, acreditamos que poderemos criar inibidores de NK1R que sejam capazes de atingir a rede endossomal, ou seja, dentro de células nervosas, e possam fornecer alívio da dor de forma mais duradoura do que os analgésicos disponíveis atualmente”, explicou Bunnett.

Os pesquisadores acreditam que os achados podem proporcionar também o aperfeiçoamento de medicamentos atuais. “Pensamos que a modificação de muitos compostos existentes pode ter o potencial de aumentar a eficácia de diferentes classes de remédios”, ressaltou Bunnett.

Fonte: Texts

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