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Beleza ‘on demand’: conheça o movimento que personaliza os cosméticos

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O mercado de cosméticos tem muita força no Brasil e em diversos países mundo afora. Prova disso são os números que o segmento ostenta frequentemente; nossa nação, por exemplo, é o quarto maior mercado de beleza e cuidados pessoais do mundo. Dados do Euromonitor International (provedor de pesquisas) mostram que o Brasil só fica atrás de Estados Unidos, China e Japão no consumo de produtos desse tipo. Em caráter de fragrâncias, os brasileiros só perdem para os norte-americanos na classificação.

Não bastassem os números expressivos apresentados, a comercialização de produtos de beleza e cuidados pessoais no Brasil atingiu a marca de 109,7 bilhões de reais em 2018, uma alta de 1,53%, de acordo com relatório do mesmo Euromonitor International. E o mercado de cosméticos tem uma novidade que pode mexer ainda mais com esses números: o crescimento das vendas de produtos de beleza sob demanda.

O movimento ‘on demand’, como é chamado em inglês, é a produção de diversos itens de beleza sob medida, de acordo com os gostos e necessidades de cada cliente. A ideia da produção de itens sob demanda aproveita o forte crescimento digital – em um cenário de consumidores conectados e exigentes – e o desenvolvimento tecnológico expansivo da indústria da beleza. O resultado disso é um fator muito valorizado pelos clientes: a exclusividade, algo que só uma produção individual é capaz de trazer.

Os produtos ‘on demand’ se diferem, porém, de fármacos manipulados – estes já conhecidos há muito tempo no mercado. A distinção se dá pelo propósito: os itens sob demanda não se restringem à alteração de fórmulas na composição do produto e têm como foco o atendimento de desejos muito mais específicos da clientela. Ou seja, enquanto o mercado de cosméticos tradicional oferece xampus para cabelos lisos, crespos e ondulados, por exemplo, um produto sob demanda da mesma categoria oferece uma gama maior de personalização, já que empresas do ramo formulam, inclusive, questionários aos clientes para saber o que eles mais esperam do item capilar.

As empresas produtoras de cosméticos ‘on demand’ também fazem uso de algoritmos que permitem categorizar preferências individuais e outras informações importantes para a construção do produto ideal. Batons e maquiagens, por exemplo, já podem ser feitos levando em consideração a textura, vibração da cor e realces no rosto que uma cliente almeja. Além disso, é possível que o produto seja comercializado com um rótulo personalizável e conectado a uma experiência digital exterior, para aumentar a interação da compradora com o produto e sua exclusividade. A ideia fundamental, em suma, é oferecer o que de mais pessoal e belo um cosmético pode apresentar. Afinal, como já disse Aristóteles, famoso filósofo grego, ‘a beleza pessoal é uma recomendação maior que qualquer carta de referência’. Melhor ainda se o belo for personalizável.

*Shalisa Boso é sócia-diretora da Prohall, empresa do ramo de cosméticos que atua para cuidar da beleza de seus clientes, além de prezar a participação de parceiros e distribuidores neste processo.

Fonte: 2A+ Cosmética

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/mercado-de-cosmeticos-pode-ser-opcao-para-quem-quer-investir-em-franquias/

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